CAMPOS REDUZ MÁQUINA ADMINISTRATIVA ESTADUAL

Após as críticas da oposição quanto às mudanças nas secretarias do Governo de Pernambuco, o governador e pré-candidato pelo PSB, Eduardo Campos, decidiu adiar para esta quarta-feira (20) o anúncio do encolhimento da máquina administrativa estadual; as mudanças estavam previstas para serem anunciadas (18), membros do PSB avaliaram que a ausência do governador durante o anúncio seria vista pela oposição como uma atitude “eleitoreira”.
Pernambuco 247 - Após as críticas da oposição quanto às mudanças nas secretarias do Governo de Pernambuco, o governador e pré-candidato pelo PSB, Eduardo Campos, decidiu adiar para esta quarta-feira (20) o anúncio do encolhimento da máquina administrativa estadual. Membros do PSB avaliaram que a ausência do governador durante o anúncio seria vista pela oposição como uma atitude “eleitoreira”. Além disso, em reunião, foram revistas a extinção da Secretaria Extraordinária da Copa e a junção da Secretaria de Cultura com a pasta de Desenvolvimento Econômico.
Depois das mudanças elaboradas pelo governador, ao invés da Secretaria de Cultura, seria criado o departamento Extraordinário da Copa, que integraria a pasta de Desenvolvimento Econômico. A Secretaria de Cultura deverá ir para a área de Educação, que também abrigará a pasta de Esportes. Já a Secretaria de Infraestrutura – chefiada pelo ex-petista Isaltino Nascimento (PSB) – deverá permanecer como uma das mais fortes do governo. As mudanças devem começar a valer em 2014, perto da data de desincompatibilização de Campos do Governo de Pernambuco.
A informação oficial é de que três propostas haviam sido apresentadas ao governador de Pernambuco para serem avaliadas ainda na segunda-feira. O que se comenta dentro do Palácio do Campo das Princesas, entretanto, é que as mudanças foram implementadas durante uma reunião entre Campos, o vice-governador João Lyra (PSB) e os secretários de Administração, Décio Padilha, e de Planejamento, Fred Amâncio. Após o anúncio, as modificações seguirão para a Assembleia Legislativa.
No início do governo Campos, as secretarias somavam 18 pastas. Perto de terminar seu sétimo ano de governo, entretanto, somam-se 29 pastas, fato que gera críticas da bancada oposicionista do governo. Após o anúncio do encolhimento, dado por Campos durante entrevista em um programa nacional de televisão, o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) alfinetou o gestor socialista, afirmando que reduzir o número de secretarias faltando poucos meses para a saída do pessebista do governo era um ato “eleitoreiro” por parte do pré-candidato à Presidência da República.
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