Após uma reunião entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a cúpula da legenda no estado, foram anunciadas as alterações que deverão ocorrer nas secretarias do governo a partir de janeiro de 2014; a principal mudança é a diminuição do número de pastas, que passará de 28 para 21, representando uma economia de R$ 25 milhões por ano; também haverá mudanças na estrutura previdenciária do estado
Pernambuco 247 - Após uma reunião entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a cúpula da legenda no estado, foram anunciadas as alterações que deverão ocorrer nas secretarias do governo a partir de janeiro de 2014. A principal mudança é a diminuição do número de pastas, que passará de 28 para 21, representando uma economomia de R$ 25 milhões por ano. A expectativa é que o gestor definia os nomes que substituirão os atuais chefes das secretarias até o fim deste ano. Também foi encaminhado um projeto de mudanças para a estrutura previdenciária de Pernambuco e todas as propostas de mudanças na estrutura administrativa do governo deve ser analisar pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ainda nesta quarta-feira (20). O encolhimento das pastas gerou críticas entre os opositores, que classificaram a medida como "eleitoreira".
Campos anunciou as mudanças no secretariado durante uma entrevista em rede nacional no último dia 11 e informou que diminuiria o secretariado após diversas críticas ao número de pastas presentes no governo Dilma – atualmente são 39 ministérios no Governo Federal. "Na fase de conclusão em que vivemos agora, estamos a poucos dias de entrar no último ano do governo, é hora de fazer um olhar a longo prazo", declarou o governador, em resposta às declarações da bancada oposicionista, que classificou a atitude, tomada após sete anos de governo socialista, como "eleitoreira". Entre o primeiro e o sétimo ano de governo de Campos, o número de secretarias estaduais aumentou de 19 para 28.
Incialmente, a previsão era de que as mudanças na estrutura administrativa do governo estadual seriam divulgadas na última segunda-feira (18) e, dentre as modificações, estaria a extinção da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) bem como a incorporação da Secretaria de Cultura na pasta de Desenvolvimento Econômico. No entanto, depois do encontro entre os socialistas, ficou decidido que a Secopa será extinta após julho de 2014 e a Secretaria de Cultura integrará a pasta de Educação, junto com a de Esportes.
Outras mudanças estabelecidas foram a integração da Casa Militar e da Assessoria do Governo ao Gabinete do Governador, além da criação de duas novas "supersecretarias" dentro do governo do estado: a de Infraestrutura, que agregará as Secretarias de Transportes e de Recursos Hídricos; e a Secretaria do Governo e Desenvolvimento Social, na qual fará parte as Secretarias de Desenvolvimento Social, Articulação Social e Regional e Direitos Humanos. Os nomes que chefiarão as duas últimas ainda serão decididos pelo governador.
Entretanto, o que já se sabe é que os deputados estaduais licenciados – a exemplo do ex-petista Isaltino Nascimento (PSB), atual secretário de Transportes – deverão deixar os cargos a partir do dia primeiro de janeiro de 2014. Vale ressaltar que o governador já havia anunciado, no mês passado, a redução de 969 comissionados na estrutura estadual, que também representará uma economia de R$ 25 milhões aos cofres estaduais anualmente.
OPINIÃO DESTE BLOG
São 25 milhões, mas poderiam ter sido 175 milhões. Esse é o preço que nós pagamos pelos apoios políticos ao governador. Se Eduardo sabia que seriam 25 milhões de economia, porque não fez isso desde o seu primeiro ano de mandato? Ou estou mentindo?
Nenhum comentário:
Postar um comentário