Comissão de Direitos Humanos da entidade está preocupada com estado de
saúde do ex-presidente do PT, que passou mal durante prisão
O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, classificou nesta segunda-feira (18)
como "uma ilegalidade e uma arbitrariedade” a prisão do ex-presidente do
PT José Genoino durante o final de semana. Mesmo condenado ao regime
semiaberto, Genoino está alojado em regime fechado na Penitenciária da Papuda.
Genoino foi um dois 11 condenados pelo Supremo Tribunal Federal) presos durante
o final de semana.
Segundo Damouns, em nota oficial, “o estado de saúde do deputado José
Genoino requer atenção. A sua prisão em regime fechado por si só configura uma
ilegalidade e uma arbitrariedade”. Durante o final de semana, os advogados de
Genoino alegaram que ele passou mal tanto no avião, no translado dele de São
Paulo para Brasília, quanto na Penitenciária da Papuda, onde ele está alojado
desde sábado à tarde.
O
ex presidente do PT José Genoino se entrega na sede da Polícia Federal
O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), entretanto, negou que
Genoino tivesse passado mal durante o final de semana. Segundo nota oficial
divulgada pelo Ministério da Justiça, as consultas médicas feitas por Genoino
foram se deu “em razão da ausência de receitas médicas para alguns medicamentos
de uso contínuo”. “Não houve intercorrência médica até o momento”, disse o
Ministério da Justiça.
Ainda na nota oficial divulgada pelo presidente da Comissão de Direitos
Humanos da OAB, “seus advogados já chamaram a atenção para esses dois fatos mas
, infelizmente, o pedido não foi apreciado na mesma rapidez que prisão foi
decretada”. “É sempre bom lembrar que a prisão de condenados judiciais deve ser
feita com respeito à dignidade da pessoa humana e não servir de objeto de
espetacularização midiática e nem para linchamentos morais descabidos”,
finalizou Damouns.
No final de semana, a defesa de Genoino ingressou com duas petições no
Supremo. Uma pedindo a transferência dele para São Paulo e outra requerendo que
ele possa cumprir prisão em regime domiciliar, em função de seu estado de saúde
considerado delicado pelos advogados.
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