Eduardo Campos declarou que não firmou um “pacto de não agressão” com nenhum partido, refutando a ideia de que teria feito um acordo com o presidenciável Aécio Neves para evitar atritos entre PSB e PSDB; ex-governador de Pernambuco voltou a criticar governo Dilma: “Estamos vivendo o cenário que é o pior dos mundos, quando você vê crescimento baixo e inflação em alta. E o governo tenta fazer essa maquiagem, ao segurar a inflação nos preços administrados e adiar o reajuste do combustível para depois da eleição”, disse
Pernambuco 247 - O ex-governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, declarou que não firmou um “pacto de não-agressão” com nenhum partido, refutando a ideia de que teria feito um acordo com o senador e presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves (MG) para desgastar a imagem da presidente Dilma Rousseff (PT) e evitar atritos entre as duas legendas. Campos, que nesta semana tem percorrido vários estados do Nordeste, defendeu a realização de uma eleição limpa, focada no debate e no respeito, mas voltou a disparar contra a gestão da presidente Dilma, ao afirmar que o governo realiza uma “maquiagem” ao adiar aumentos para depois do período eleitoral
“Não há um pacto de não agressão com nenhum partido”, declarou Campos, nesta quinta-feira (22), durante visita ao Rio Grande do Norte. “Existe um pacto com todos os partidos que vão disputar a eleição. As eleições não devem ser palco de ataques e brigas pessoais, e nós vamos ajudar o Brasil a ter uma campanha limpa, baseada no respeito e no debate”, acrescentou.
Apesar de defender a realização de uma campanha “baseada no respeito”, o presidenciável voltou a disparar contra a presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que a gestora não olhou para o Nordeste durante seus quatro anos de mandato. “Dilma foi eleita pelo Nordeste e não deu a devida atenção à Região”, criticou o governador, durante uma coletiva de imprensa. “Ela prometeu melhorar a qualidade da política do Brasil, mas o que se vê é um padrão de gestão pior. A inflação está de volta e o País parou de melhorar e começou a piorar”, completou.
De acordo com Campos, o Brasil tem vivido um momento “delicado” na economia e a União tem feito uma “maquiagem” da situação ao adiar aumentos para depois do período eleitoral. “Estamos vivendo o cenário que é o pior dos mundos, quando você vê crescimento baixo e inflação em alta. E o governo tenta fazer essa maquiagem, ao segurar a inflação nos preços administrados e adiar o reajuste do combustível para depois da eleição” disparou o ex-governador.
O socialista reforçou que, caso seja eleito, não acabará com o Bolsa Família, principal programa de renda do Governo Federal, e classificou os petistas que dizem que o programa vai acabar caso Dilma não seja reeleita como “criminosos”. “Os aliados da presidente Dilma estão colocando o medo entre os mais pobres como se fôssemos tirar o Bolsa Família. Essa é uma atitude criminosa porque deixa em pânico muitas mães que tem o Bolsa Família como a renda certa de todo mês”, declarou o presidenciável. “Participamos da fusão de vários programas para nascer o Bolsa Família. Como desfazer algo que a gente ajudou a fazer?”, questionou Campos.
O Rio Grande do Norte é o terceiro estado visitado pelo presidenciável na maratona que o socialista faz pelo Nordeste. Ele já visitou a Bahia e, nesta quarta-feira (21) esteve na Paraíba, onde disse que Dilma não havia retribuído a votação expressiva que havia tido no Nordeste em 2010. “Precisamos voltar a crescer, distribuir renda, olhar para o Nordeste. O atual governo foi eleito com votos nordestinos e não olhou pra nós”, ressalto, acrescentando que diversas obras, como a Transnordestina e a Transposição do Rio São Francisco ainda não foram concluídas. As mesmas críticas foram repetidas durante sua passagem pelo Rio Grande do Norte.
No estado paraibano, o governador ainda afirmou que o PT havia entregado o poder para os mesmos nomes que já haviam sido combatidos pela legenda. “Eu vi o que o PT dizia do Sarney [ex-presidente José Sarney (PMDB)], e hoje o Sarney está lá. Eu vi o que o PT dizia do Collor [ex-presidente Fernando Collor (PTB)], e hoje o Collor está lá. Do Renan [atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)], do Maluf [deputado federal Paulo Maluf (PP-SP)], e o Renan e o Maluf estão lá. E todos cada vez mais poderosos, mandando e tirando forças do governo”, disse.
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