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Os policiais e bombeiros militares de Pernambuco decidiram, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado a despeito de as negociações entre a categoria e o governo do estado terem chegado a um acordo para o término da paralisação; a decisão dos militares foi tomada após uma reunião que durou mais 10 horas e contou com a participação do governador João Lyra Neto, de deputados estaduais e do prefeito do Recife, Geraldo Julio; com a paralisação dos policiais militares, casos de arrastões, saques e depredações começam a ser registrados em vários pontos da Região Metropolitana do Recife
Pernambuco 247 - Os policiais e bombeiros militares de Pernambuco decidiram, em assembleia, manter a greve da categoria por tempo indeterminado a despeito das negociações entre a categoria e o Governo do Estado terem chegado a um acordo para o término da paralisação. A decisão dos militares foi tomada após uma reunião que durou mais 10 horas e contou com a participação do governador João Lyra Neto, deputados estaduais e do prefeito do Recife, Geraldo Julio. Com a paralisação dos policiais militares casos de arrastão, saques e depredações começam a ser registrados em vários pontos da Região Metropolitana do Recife (RMR).
O acordo firmado entre Governo e grevistas reduziu a pauta de reivindicações de 18 para apenas 4 pontos. Como a legislação não permite aumento salarial para negociações iniciadas em ano eleitoral, o aumento de 14,55% pleiteado pela categoria foi deixado de fora das negociações. Outros pontos, que passavam pela incorporação de gratificações e melhorias no sistema de saúde da corporação, por exemplo, acabaram rejeitados pelos manifestantes presentes na assembleia.
Enquanto o impasse não é resolvido, a população da RMR começa a sofrer os efeitos da violência decorrentes da falta de policiamento. O caso de maior repercussão aconteceu no final da tarde desta quarta-feira (14), quando um grupo promoveu saques e arrastões na BR-101, no município de Abreu e Lima. Motoristas foram assaltados e obrigados a pagar pedágio, lojas foram saqueadas e coletivos foram depredados e pelo menos um ônibus acabou incendiado pelos criminosos.
Pela manhã, surgiu a informação - não confirmada - de que o policiamento da RMR seria reforçado com o deslocamento de 300 homens da Companhia de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac), do interior do Estado. Segundo o Governo do stado, um esquema especial, com o apoio da Polícia Civil, estaria prestes a ser implantado para garantir a segurança da população. De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-PE), porém, a instituição não foi informada de nenhuma alteração emergencial. O Ministério da Justiça, responsável pela Força Nacional de Segurança, assegurou que está acompanhando a situação e que poderá deslocar tropas para o Estado caso haja uma solicitação formal por parte do governador João Lyra Neto, mas ressaltou que que não foi informado oficialmente sobre a paralisação.
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