O ex-governador de Pernambuco lembrou ainda que o ex-presidente não está disputando a corrida presidencial. "Agora nós vamos ficar fazendo debate com quem não é candidato, é esse o projeto?", questionou. Durante a entrevista, o pessebista voltou a dizer que "Dilma vai ser a primeira presidente a entregar o país pior do que recebeu" e ressaltou que o governo Lula foi responsável por diversos avanços sociais no Brasil.
Ele acredita não haver incoerência em sua posição e declarou que afirmar que "o governo Lula não foi melhor do que o de Dilma seria negar a realidade". Campos ponderou que houve falhas na gestão Lula, segundo ele, "por circunstâncias políticas ou por erro mesmo dele", mas que cabia à Dilma corrigir esses problemas, com seu perfil de "gerentona". Em vez disso, disse, ela não entregou o que prometeu, fazendo um governo marcado por baixo crescimento econômico e por juros altos.
Questionado se os pessimistas "exageraram" com as previsões negativas para a Copa do Mundo, Eduardo Campos criticou o termo e afirmou, sem responder diretamente à pergunta, que será o único candidato que irá "manter a mesma coisa que sempre disse" sobre o assunto. "Não sou nem pessimista nem aquele otimista que não vê a realidade. Sou realista", defendeu.
Sem citar nomes, afirmou: "teve gente que mudou o sabor da maré, quando a maré estava cheia, era um discurso, quando baixava, era outro". Ele acrescentou que agora "a Copa acabou" e que a população vivenciará "a Copa do mundo real". "Agora a Copa é outra, da violência, dos ônibus lotados, do desemprego, com a economia rateando. Essa é a Copa do mundo real", disse.
Campos foi sabatinado pelos jornalistas Josias de Souza (UOL), Ricardo Balthazar (Folha), Kennedy Alencar (SBT) e Patrick Santos (Jovem Pan). A candidata a vice em sua chapa, Marina Silva, acompanhou a entrevista da plateia.