247 – Se for eleito à presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje líder do PMDB na Casa, já promete tirar do caminho um dos projetos mais sagrados para os petistas, que deverá ser elaborado pela presidente Dilma Rousseff no segundo mandato: o de regulação dos órgãos de imprensa.
"Regulação de mídia jamais. Eu colocaria na gaveta. Não faz parte do meu propósito. Eu sou muito claro, transparente para que todos saibam que eu eleito presidente da Câmara não darei curso a um projeto de regulação de mídia", disse Cunha, em
entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, nesta quinta-feira 7.
Apesar de ser filiado ao partido que é o maior aliado do governo hoje no Congresso – o vice-presidente da República, Michel Temer, é presidente nacional da legenda – Cunha defende ainda projetos polêmicos que são mal recebidos entre os governistas, como a redução da maioridade penal e a PEC da Bengala, que propõe ampliar de 70 para 75 anos a idade para a aposentadoria compulsória por juízes de cortes superiores.
Cunha se classifica como independente na Câmara. Sua candidatura tem sido repelida por Temer, que defende o acordo firmado com o PT de alternância de poder na Casa, presidida pelo PMDB no ano passado. Os dois tiveram uma conversa dura nessa semana, quando o vice-presidente disse: "Você está se lançando contra mim se continuar a atuar desse jeito (insistindo na candidatura".
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