Ainda que estejam faltando seis rodadas para o final da Série B, o Náutico pode estar próximo de dar a temporada 2014 por encerrada. Afinal, com 45 pontos somados, a sete de distância para o G-4, e ocupando a 12ª posição da tabela de classificação, os alvirrubros só permanecerão vivos na disputa pelo acesso caso não percam mais pontos.
E é com esse espírito de decisão que o Timbu encara o Icasa/CE (17º, com 35), nesta tarde, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. Nos preparativos para o duelo, o técnico Dado Cavalcanti não aliviou para os seus comandados e deu uma sonora bronca no elenco, na última quarta-feira. Até porque, segundo o próprio treinador, o confronto pode ser a “última cartada”.
Em relação à rodada passada, quando o time perdeu em casa para o Atlético/GO, a equipe sofrerá algumas alterações. No miolo de zaga, Renato Chaves será o desfalque. Com dores no quadril, o defensor foi vetado. Assim, William Alves fará dupla com Luiz Alberto. No meio, sem poder contar com Paulinho, que cumprirá suspensão automática, Dado optou por seguir com Hélder Ribeiro entre os titulares. Já no setor de armação, Vinícius, uma das ausências mais sentidas na última partida, retorna após cumprir suspensão automática. Seu companheiro de posição, o argentino Cañete foi vetado por ter levado um pisão no treino. O lateral-direito Rafael Cruz também não joga, por conta de um edema na coxa direita.
Mesmo com tantos times em melhor posição na tabela, para o treinador Dado Cavalcanti o maior adversário do Timbu não é nenhum dos oponentes que brigam pelo acesso. “A gente briga contra a gente mesmo. Inicialmente, nossa luta é contra o Náutico. Nosso exemplo é o que fizemos nas três primeiras rodadas (após a chegada de Dado, a equipe venceu três duelos consecutivos). Tivemos jogos difíceis e vencemos os três adversários”, relembrou o comandante alvirrubro. “O Ceará, por exemplo, era o maior favorito ao acesso, na minha ótica, e o Avaí também. O espelho maior é em nosso passado”, destacou o técnico, citando duas equipes que foram derrotadas pelos seus comandados.
Diferentemente da última partida, o time jogará com três atacantes, assim como atuou no início da passagem de Dado. Assim, Sassá e Bruno Furlan seguem jogando pelas pontas, enquanto Crislan será o centroavente. “Tenho procurado dar tranquilidade a Crislan, procurando a posição onde o jogador possa render mais para a equipe. Busquei a forma como ele gosta mais de desempenhar para o coletivo, ajudando ofensivamente”, explicou. O próprio Crislan, ciente da delicada situação do Náutico, resumiu em poucas palavras o espírito do elenco vermelho e branco: “É como diz o ditado: enquanto tiver 1% de chance, teremos 99% de fé. É só ganhar os jogos e não pensar em matemática”, detalhou. Otimismo, pelo menos, não deve faltar à equipe.