quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Recifest começou com 13 produções do estado e programação internacional

Evento tem início nesta terça-feira (11) e segue até o próximo sábado, no Cinema São Luiz. Entrada gratuita

Júlio Cavani - Diario de Pernambuco



O filme
O filme "Casa Forte" será exibido no festival. Crédito: Recifest/Divulgação

Até o ano passado, era possível contar nos dedos a quantidade de filmes pernambucanos já realizados com personagens homossexuais como protagonistas. Em 2014, essa representatividade mudou radicalmente, como mostra o 2º Recifest: Festival de Cinema da Diversidade Sexual, que começa nesta terça-feira (11) no São Luiz. Na programação de curtas, há nada menos que 13 participantes de Pernambuco.Os próprios organizadores do festival ficaram surpresos com este número. "Acho que o fato de um festival como o nosso existir também estimula essa produção", acredita Clara Angélica, que organiza o evento desde 2013 junto com Rosinha Assis. De acordo com ela, "no ano passado, na primeira edição do festival, selecionamos dez curtas produzidos entre 2011 e 2013. Desta vez, a grande maioria é deste ano".

Clara observa ainda que esse crescimento está ligado ao surgimento de cursos universitários de cinema, "com participação bastante significativa de jovens realizadores que desenvolvem a temática como pano de fundo, pois fazem filmes de todos os tipos".

Na segunda edição, o Recifest consolida-se em um momento de reafirmação do papel das mostras brasileiras de cinema de temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Atualmente, o assunto está cada vez mais presente no circuito convencional e em festivais não especializados. Hoje eu quero voltar sozinho, por exemplo, é o representante do Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2015 e Tatuagem foi um dos filmes brasileiros mais premiados de 2013.

Veja os filmes que estão em cartaz na cidade. Acesse o roteiro no Pernambuco.com

"Parte dessa produção tem espaço em festivais não temáticos, mas a maioria fica de fora. O número de festivais LGBT tem crescido e se estabelecido", aponta Clara Angélica. "Não se trata apenas de celebrar e exibir. O cinema é ponto de partida para discutir políticas, referendar conquistas e avançar".

Diversidade

Não é só sexual a diversidade do Recifest. A programação do festival inclui performances, oficinas, exposição, animações e longas, além das mostras de curtas estrangeiros, brasileiros e pernambucanos. Na abertura, o Grupo Txaimus faz uma apresentação seguida da projeção do documentário São Paulo em Hi-fi, de Lufe Steffen, com imagens da noite paulista nas décadas de 1960, 1970 e 1980.

Família e Diversidade Sexual é o tema desta edição do festival, que faz uma homenagem ao movimento Mães pela Igualdade com uma exposição no mezanino do Cinema São Luiz. No sábado, às 19h30, após a cerimônia de premiação, o público assiste ao longa argentino Famílias por igual, de Rodolfo Moro e Marcos Duszczak. Nas mostras de curtas, além de descobrir filmes inéditos, o público ganha mais uma chance de ver ou rever alguns destaques recentes do circuito de festivais do cinema brasileiro, como O clube, de Allan Ribeiro, Casa Forte, de Rodrigo Almeida, e O coração do príncipe, de Caio Ryuichi Yossimi. A curadoria do Recifest é assinada pelos cineastas Hilton Lacerda, Alice Gouveia e Alexandre Mello.

Programação

Terça-feira
19h30 – Apresentação do Grupo Txaimus
Filme de abertura: São Paulo em Hi-Fi (Brasil, 2013, 100 min), de Lufe Steffen

Quarta-feira
19h30 – Performance de Isabelle Gusmão

Curtas estrangeiros
En Homo I Marrakech (Noruega e Marrocos, 14’)
Housebroken (EUA, 14’45’’)
Miniaturas (Espanha, 17’)
Alaska is a Drag (EUA, 3’42’’)

Mostra DIV.A – Diversidade em Animação
Benjamin's Flowers (Suécia, 12’)
Change Over Time (EUA, 7’)
Lay Bare (Reino Unido, 6’)
SHIFT (EUA, 5’)
When Boy Meets Boy (EUA, 4’)
Ink Deep (Canadá, 2’)
Sounds Look Feel (Canadá, 2’)
The Egg (Austrália, 10’)
A Chave do Armário de Ethan (Brasil, 3’)


Quinta-feira
19h30 – Performance
de Henrique Celibi

Mostra competitiva de curtas pernambucanos
A última fruta (15’),
de Ariana Pacheco
All you need is sex (1’),
de Luiz Melo
Amor objeto (1’),
de Rayana França
Amor sustentável (6’),
de Patrícia França
Cantos de outono (13’),
de André Barbosa
Casa Forte (11’),
de Rodrigo Almeida
Instinto (1’),
de Ingrid Soares
Mandala num compasso diferente (8’), de Iane Mendes
Power Charques (1’), de Rafaela Cavalcanti /Fernanda Xavier / Sara Régia
Recife XXI (10’),
de Sócrates Alexandre (Sosha)
(Trans)Parência (16’),
de Igor Travassos
Tu (12’), de Thiago Mercês
Valleria Brasil (13’),
de Almir Guilhermino

Sexta-feira
19h30 – Performance de Henrique Celibi

Mostra competitiva de curtas nacionais
Antes de palavras (SP, 13’)
Cancha – Antigamente era mais moderno (PB, 18’)
Delirium (SP, 16’)
Dentro (SP, 15’)
Merintho (GO, 7’)
O clube (RJ, 17’)
O coração do príncipe (SP, 14’)
Ovo de Colombo (RS, 15’)
Sailor (RN, 13’27’’)
Sem títulos (BA, 3’)
Sobre a pele e a parede (RS, 11’)
Todas as coisas que eu não te disse (PB, 16’)

Sábado
19h30 – Cerimônia de premiação

Filme de encerramento: Famílias por igual (Argentina, 2013), de Rodolfo Moro e Marcos Duszczak

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