Da Folha de Pernambuco
Enquanto o pacote de propostas para a reforma política sofre resistência no Congresso para ser aprovada, nas principais capitais do País e principalmente nas redes sociais a sociedade civil organizada já se mobiliza em torno da iniciativa.
O intuito o esforço popular, que tem levado milhares de eleitores a protestar, é pressionar os congressistas a colocarem em pauta temas como o fim a reeleição, do financiamento empresarial de campanha, das coligações proporcionais, a instituição do voto distrital misto, dentre outros.
Durante o período de campanha a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) manifestou interesse em colocar em discussão a pauta no seu segundo governo. Assegurou que essa seria uma das suas principais metas e propôs o plebiscito, que é uma consulta à população para definir as propostas do pacote de reforma.
No entanto, a proposta da Chefe do Executivo nacional vem sofrendo resistência dos deputados e senadores que defendem o referendo, instrumento no qual a população só votaria nas medidas que já foram previamente aprovadas na Casa Alta.
Em meio ao impasse, manifestações vêm ocorrendo em vários Estados para que a proposta não fique só no papel. No principal colégio eleitoral do País, São Paulo, manifestantes se reuniram, na semana passada, para pedir a reforma. O movimento contou com aproximadamente 400 pessoas na Avenida Paulista.
Em Pernambuco, na última semana, dezenas de militantes e representantes de movimentos sociais e partidos políticos estiveram no Ato pelo Plebiscito da Reforma Política realizado na Praça do Derby, área central do Recife. Além desses atos, no dia 13, uma grande manifestação acontecerá em todos os Estados brasileiros sobre o tema.
Presente em um dos atos no Recife, o coordenador do MST de Pernambuco, Francisco Terto, acredita que a reforma deve criar novos paradigmas. O militante se mostra pessimista sobre a se o Congresso vai abraçar o plebiscito. Para ele, a presidente só vai conseguir fazer as mudanças com a força popular.
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