Canais alternativos ficam disponíveis para várias operações, diz Febraban. Categoria pede 16% de reajuste e melhores condições de trabalho.
Agências bancárias em vários estados do país amanheceram cobertas de cartazes e devem ficar fechadas a partir desta terça-feira (6). Após assembleias realizadas na semana passada, os bancários decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.
Os bancários pedem reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66. A Fenaban apresentou uma proposta de reajuste de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23 (veja mais detalhes sobre as reivindicações e a proposta dos bancos no final da matéria). A proposta foi rejeitada pela categoria nas assembleias da última quinta-feira (1).
Na última sexta-feira (2), o Comando Nacional enviou um oficio à Fenaban, para oficializar a aprovação de greve nacional unificada pela categoria.
Os bancários do Maranhão aderiram à paralisação nacional, que atinge bancos públicos e privados. A adesão foi tomada em assembleia realizada em 28 de setembro. A categoria deve fazer um ato público no centro da capital nesta terça-feira.
Bancários do estado entraram em greve nesta terça-feira, afetando agências privadas e públicas. Até o fim da semana, deve acontecer na Grande Florianópolis um ato para marcar a greve da categoria, como uma caminhada. A programação deve ser definida nos próximos dias.
Veja os sindicatos que aprovaram a greve, segundo a Contraf (sindicatos não afiliados à Contraf também aderiram à paralisação):
ABC (SP)
Alegrete (RS)
Angra dos Reis (RJ)
Apucarana (PR)
Araraquara(SP)
Assis (SP)
Baixada Fluminense (RJ)
Barra do Garças (MT)
Barretos (SP)
Belo Horizonte (MG)
Blumenau (SC)
Brasília (DF)
Camaquã (RS)
Campina Grande (PB)
Campinas (SP)
Campo Mourão (PR)
Campos dos Goytacazes (RJ)
Cataguases (MG)
Catanduva (SP)
Caxias do Sul (RS)
Ceará
Concórdia e Região (SC)
Cornélio Procópio (PR)
Criciúma (SC)
Cruz Alta (RS)
Curitiba (PR)
Dourados (MS)
FETEC PR
Florianópolis (SC)
Governador Valadares (MG)
Guarapuava (PR)
Guarulhos (SP)
Horizontina (RS)
Ipatinga (MG)
Itaperuna (SP)
Jacobina (BA)
Joaçaba (SP)
Juiz de Fora (MG)
Jundiaí (SP)
Limeira (SP)
Litoral Norte (RS)
Mogi das Cruzes (SP)
Naviraí (SP)
Niterói (RJ)
Novo Hamburgo (RS)
Pará
Paranavaí (PR)
Passo Fundo (RS)
Patos de Minas (MG)
Petrópolis (RJ)
Piracicaba (SP)
Porto Alegre (RS)
Ribeirão Preto (SP)
Rio do Sul (SC)
Rio Grande (RS)
Rondonópolis (MT)
Santos (SP)
Sul Fluminense (RJ)
Taubaté (SP)
Teófilo Otoni (MG)
Teresópolis (RJ)
Vale do Ararangua (SC)
Vale do Caí (RS)
Vale do Ribeira (SP)
Vale Paranhana (RS)
Videira (SC)
O que pede a categoria e o que oferecem os bancos
Os bancários querem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).
Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros.
Greves em 2013 e em 2014
No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.
Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário