“Tudo indica que essa criança foi botada lá dentro [do pula-pula inflável]. As informações iniciais apontam que houve abandono de incapaz”, explica o delegado, que vai ficar responsável pelas investigações no município, localizado na Mata Sul de Pernambuco.
A dona do brinquedo, Maria Nazaré Bezerra, de 50 anos, e parentes da criança foram ouvidos pela manhã. "A perícia cadavérica foi esclarecedora porque até então a culpa recaía sobre a proprietária do brinquedo", contou Carlos Alberto. Nos interrogatórios foi possível descobrir que o brinquedo era pequeno, um quadrado inflável de 4 x 4 metros que é desinflado no final do dia e coberto por uma lona grossa. "Não teria como alguém desinflar, dobrar e redobrar e não ver que tinha uma criança dentro", alerta.
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“Ninguém vai sofrer um traumatismo craniano dentro de um brinquedo de plástico, de borracha”, pondera o policial. A teoria inicial era de que a criança morreu sufocada. "A história que chegou pra mim foi que a mãe deixou a criança sozinha e foi beber", conta o delegado.
Evidências destruídas
Ele também lamenta o fato de o brinquedo ter sido queimado durante um protesto da população depois que o corpo foi encontrado. Segundo ele, com a destruição do brinquedo foram eliminadas possíveis impressões digitais ou evidências que ajudariam no esclarecimento dos fatos.
Ele também lamenta o fato de o brinquedo ter sido queimado durante um protesto da população depois que o corpo foi encontrado. Segundo ele, com a destruição do brinquedo foram eliminadas possíveis impressões digitais ou evidências que ajudariam no esclarecimento dos fatos.
Entenda o caso
Paulo Henrique Ferreira, de 3 anos, foi encontrado morto no último domingo (1º) dentro de um pula-pula inflável montado em uma praça de Barra de Sirinhaém, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.
Paulo Henrique Ferreira, de 3 anos, foi encontrado morto no último domingo (1º) dentro de um pula-pula inflável montado em uma praça de Barra de Sirinhaém, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.
A família contou que, no sábado (31), o menino pediu dinheiro ao avô para brincar no pula-pula e desapareceu. Os parentes passaram a noite fazendo buscas. A família chegou a contratar um carro de som, que rodou o município com a foto dele, pedindo ajuda à população. O corpo do menino só foi encontrado por uma prima por volta das 9h do domingo.
Revoltada, a população ateou fogo ao brinquedo depois da retirada do corpo. A comerciante que alugava o pula-pula e outros brinquedos, Maria Nazaré Bezerra, de 50 anos, sentiu-se ameaçada após o incidente e saiu da cidade. Ela prestou depoimento no dia do incidente e foi liberada pela polícia.
“Era tudo pra mim aquele meu neto. Tudo que eu tinha na minha vida eu perdi”, afirmou o pescador José dos Santos Ferreira, avô da criança.
O corpo de Paulo Henrique foi enterrado na tarde de segunda (2), no Cemitério de Barra de Sirinhaém. O Instituto de Criminalística (IC) informou que a perícia já foi feita e o resultado deve sair em dez dias.
“Era tudo pra mim aquele meu neto. Tudo que eu tinha na minha vida eu perdi”, afirmou o pescador José dos Santos Ferreira, avô da criança.
O corpo de Paulo Henrique foi enterrado na tarde de segunda (2), no Cemitério de Barra de Sirinhaém. O Instituto de Criminalística (IC) informou que a perícia já foi feita e o resultado deve sair em dez dias.

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