quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Se segura malandro que CPI das Faculdades Irregulares anuncia ida ao MEC

Três testemunhas foram ouvidas na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Faculdades Irregulares desta quarta (25).  Elas possuem relação com as instituições de ensino apontadas na investigação como suspeitas de ofertarem ilegalmente cursos superiores em Pernambuco.  No encontro, o colegiado anunciou visita ao Ministério da Educação, em Brasília, na próxima semana, para tratar do tema. Seguirão para capital do país o presidente da CPI, Rodrigo Novaes e a relatora, Teresa Leitão.

Os membros da CPI devem conversar com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, sobre a situação dos estudantes que fizeram os cursos irregulares e maneiras de combater, no futuro, esse tipo de crime.
Primeira a falar, a presidente da Faculdade de Igarassu (Facig), Lúcia Ferreira, esclareceu não haver conexão entre a instituição e outra de mesmo nome listada entre as parceiras da Uninacional. “O símbolo que aparece no site não é o nosso, não temos nenhum vínculo com ela. Todos os nossos cursos são presenciais, em Igarassu”, assegurou. A Uninacional é uma associação de entidades de ensino superior sediada em Brasília apontada pela CPI como responsável por um esquema de venda de diplomas para os alunos. Teresa Leitão sugeriu que a Facig faça uma ampla divulgação da informação, evitando novos equívocos.
Em seguida, a ex-sócia do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (Cenpi), Adriana Barros, alegou não mais possuir envolvimento com a empresa desde 2011. “Participei na constituição, a pedido do professor Nico Bolona, que colocou meu nome como secretária, juntamente aos de outros educadores amigos dele”, explicou. Também por motivos pessoais, ela teria se afastado do representante da Cenpi.
O depoimento mais longo foi o de Thiago Luna do Nascimento, presidente da Faculdade Extensiva de Pernambuco (Faexpe), que faltou as duas últimas reuniões para as quais foi convocado. De acordo com ele, até a interrupção das atividades por ordem da Justiça Federal, o estabelecimento vendeu cursos em parceria com a Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso) para mais de 2 mil estudantes no interior de Pernambuco, em Alagoas e na Paraíba.
A relação com a Funeso consistiria fundamentalmente de atividades “logísticas e comerciais”. “Meu erro foi abrir uma empresa com nome de faculdade”, acredita Nascimento. Ele também afirmou que fazia cobranças em nome da instituição, repassando entre 20% e 30% dos valores para a Funeso. “Essa entidade teve as contas bancárias bloqueadas por ordem judicial, é uma instituição falida, então as atividades são incompatíveis com a situação. A Faexpe participou disso sendo um braço de uma atividade ilegal”, observou deputado Rodrigo Novaes.
O diretor acadêmico da Funeso, Mário Marques, não pôde estar presente por motivos de saúde. Já a presidente do Instituto Educacional de Desenvolvimento Cultural e Pesquisa em Desenvolvimento Humano (Ieduc), Ângela Araújo, novamente não compareceu nem justificou a ausência, motivo pelo qual deverá ser solicitada sua condução coercitiva, conforme prevê o Regimento Interno da Alepe.
Ao final, alguns alunos das instituições citadas também depuseram. “Estou aqui com um apelo para que esses quatro anos que eu cursei não sejam desperdiçados. Espero que essa CPI se sensibilize e veja uma maneira de nos ajudar”, pediu a professora Ednalva Maria Correia, ex-aluna da Cenpi em Limoeiro.
Com informações do Diário Oficial

5 comentários:

  1. Boa noite Magno Dantas, sou graduada no curso de história pela Funeso (campus de Fragoso) e atualmente estou terminando o curso de pegagogia na mesma instituição. Venho acompanhando todo o processo que o nome da Funeso esta envolvido através das diversas midias inclusive pelo seu blog.A minha grande dúvida é a respeito principalmente de como vai ficar a reputação e credibilidade da mesma. Ainda não peguei meu diploma do curso concluido e sinceramente estou em dúvidas de continuar o curso de pedagogia. Será que além dessa grande mancha na nossa formação estamos ameaçados de tb não validarem nossos diploma?
    Neide N.

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  2. Existem algumas coisas que são absolutamente abomináveis de serem ditas. Uma delas e... eu avisei... Mas no caso em questão posso lhe afiançar que seu diploma tera validade sim. Quanto a credibilidade... bem... não se sabe como o mercado vai absorver tudo isso.

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    1. OS DEPUTADOS E A CPI DAS FACULDADES

      O caso da CPI das faculdades irregulares teve início em junho de 2015 com a denúncia de cursos superiores irregulares oferecidos pela FAEXPE (Faculdade Extensiva de Pernambuco).
      O caso parece ter se tornado assunto para promoção de campanha política para o deputado Rodrigo Novaes (PSD) e Teresa Leitão (PT).
      Aos meus amigos alunos e estudantes, saibam que cada vez que apoiamos às ações do deputado Rodrigo Novaes e da deputada Teresa Leitão quanto tudo aquilo que venha nos prejudicar quanto alunos dos cursos de extensão, conspiramos contra o nosso próprio futuro, lesamos os nossos próprios bolsos e frustramos nossos próprios sonhos.
      Não estou aqui redigindo uma apologia ou defesa à ilegalidade como mencionado pelo deputado Rodrigo Novaes quando se referiu a atuação do Ministério Público do Estado ao este se pronunciar preocupado com os cidadãos de bem e alunos da FAEXPE para serem dados prosseguimentos dos estudos por meio da faculdade Anchieta, pronunciou o deputado: “É a formalização da ilegalidade”. Tenho certeza que o Sr. Dr. do MP do estado tem muito mais coerência e preocupação com os alunos do que o senhor deputado Rodrigo Novaes, pelo ao menos, até o momento presente.
      Considerando que os governos não conseguem atender as demandas educacionais em nosso país, principalmente nos interiores do nordeste, onde não há internet e os cursos EAD são impraticados, onde a educação superior tradicional é economicamente inviável, onde o povo sofre e vive do bolsa família, que seja formalizado a prática dos cursos de extensão para aproveitamento de créditos por faculdades credenciadas pelo MEC que atendam a determinados parâmetros de qualidade do ensino.
      Quanto aos deputados, Rodrigo Novaes e Teresa Leitão, deixo uma sugestão a ser considerada: querem ser bem votados nas próximas eleições a fim de dar continuidade aos seus projetos parlamentares e sem nenhum aluno fazer campanha contraria e ainda ser tido como super- heróis e salvador da pátria?
      Medeiem junto ao MEC, considerando as questões de insuficiência da educação superior ofertada em nosso pais nos municípios desfavorecidos geográfica e economicamente, solucionar a questão em pauta, formalizando os cursos de extensão praticados por faculdades credenciadas pelo MEC com exigências mínimas de qualidade para aproveitamento de créditos. Uma ideia seria o que esta sendo atualmente proposto pela FADIRE.
      Espero ter colaborado
      Abraços a todos!

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  3. As IES - Instituições de Ensino Superior de natureza livre... não reguladas pelo MEC e que agem de boa fé... surgem por conta da incapacidade do Poder Público em atender a grande demanda de cidadãos que querem ingressar no Ensino Superior... estes alunos não podem ter os seus estudos prejudicados... existem mecanismos legais que possibilitam o aproveitamento e convalidação destes estudos com a devida diplomação... o MEC através do CNE já emitiu uma série de Pareceres favoráveis aos alunos oriundos de cursos irregulares... o Parecer 202/2003 do MEC/CNE de 29/09/2003 em favor da FACIB - Faculdade da Ibiapaba é uma solução para o problema... muitos alunos e instituições se apoiaram nos efeitos positivos do referido Parecer que serve de jurisprudência na solução deste tipo de conflito!!!

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    1. Acompanhei de perto o início deste movimento imoral. Desde sempre a esperança dos que começaram com essa pouca vergonha sempre foi: "Vamos colocar tanta gente que no final o MEC vai ter que arrumar uma forma de legalizar". Acredite... Não forma e nem jeitinho. Utilizar "brecha" na Lei é apostar pesado no dinheiro alheio. ABSOLUTAMENTE ABOMINÁVEL ISSO TUDO.

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