segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

QUE PAÍS É ESSE?

       Por Marco ALBANEZ*

                    Sincera e francamente, não sei se era, é ou seria meu desejo escrever hoje sobre os inúmeros escândalos ocorridos de 2003 até os dias atuais, exatamente durante o governo petista. De início, vem-me a lembrança um registro histórico. Num dos festivais do Rock in Rio, a frase que dá o título ao artigo, como muita gente pensa, não foi criada  pelo Renato Russo. Na verdade, “Que país é esse” é frase clássica do rock brasileiro que o vocalista da Legião Urbana usou, mas que já era famosa há mais de uma década, ou seja, antes do lançamento do álbum do grupo musical. Assim, visando dissipar qualquer dúvida sobre o assunto e tendo como objetivo não dar margem a qualquer contradição ou desmentido naquilo que escrevo, fiz uma pesquisa no Google sobre o assunto.


                   Fiquei estarrecido. “Pirei.” Não imaginava que por mais que leia e acompanhe os acontecimentos  negativos (e positivos, claro) que norteiam o “poder soberano” do Partido dos Trabalhadores – e de políticos e agremiações partidárias –, custei a acreditar: durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010) foram 102 escândalos, de todos os tipos e gêneros, que “perfumaram” o seu governo com uma lama mais podre do que aquela despejada no rio Doce, recentemente, pela Somarco, em Mariana(MG), com o “estouro” de duas das suas barragens, e que chegou a atingir até o Espírito Santo, com a cidade de Colatina entrando em colapso. E não dá para enumerá-los por uma questão de espaço, mas faço alusão ao seu “Baile ‘dos’ Debutantes” com a grande festa do “mensalão”. (Um amigo me acusou de estar sendo implacável com o PT. Em resposta – repito –, disse-lhe que havia votado em Lula de 1989 a 2002... e o resto todo mundo já sabe.) Pois é. No período em que votei em “Alilula e seus – mais de – 40 salafrários”, pensava que estava participando de um ato que simbolizava a conjuminância, cuja caminhada, alicerçada na luta com tenacidade e contra as “diretrizes da direita”, seria a concretização de um sonho graças ao “programa de governo” do petista. E “vencemos” perdendo. Dá para entender?

                 Observe o leitor que falei nos escândalos durante a “era Lula”, cujo conteúdo me faz correr não sei para onde, desde que o texto não me “obrigue” a falar nos escândalos da deprimida, insana, narcisista, egocêntrica, estelionatária eleitoral, mentirosa... presidente Dilma Rousseff, até porque seria perda de tempo, já que todos os dias a Operação Lava a Jato descobre novos ladrões e manda até senador para o xilindró. É por isso que gosto de ouvir as “profecias” de “Bicudo” aquele “filósofo” que vende jaca na “feira de Dilaminofenildimetilpirazolona”. Segundo ele, que não tem nada de burro, apesar de ser um homem humilde, pelo andar da carruagem a fila é longa: Eduardo Cunha (já não são U$ 5,0 milhões, mas R$ 45,0 milhões em propina), Renan Calheiros (o “rei” da rapinagem), Lulinha, Jáder Barbalho (Meu Deus!!!) e mais uma porrada de gatunos que estão sem dormir por causa da Delação Premiada de Nestor Ceveró. (Lula? Não, não me esqueci dele. Seu dia vai chegar.) Falar em Zé Dirceu é “covardia”: preso no escândalo do “mensalão”, ainda assim roubava a Petrobrás e por isso foi preso de novo. Dá para acreditar?

                “Êita! Agora, complicou. Estou escrevendo às 18h da última quarta-feira e o Plantão da GloboNews dá a notícia divulgando o que os céticos não acreditavam: o recebimento do pedido de impeachment da “quase ex-presidenta” Dilma Rousseff por outro “católico”, o presidente da Câmara Eduardo Cunha. O país vai parar, os investimentos já eram, o dólar vai as alturas, o desemprego vai “pipocar”, mais gente (salafrários) vai presa, as Olimpíadas não terá o brilho esperado... Isso sem falar que as manifestações vão perturbar o seu juízo – dela, Dilma – e o povo vai às ruas, mesmo. (É bem verdade que o rito do processo de afastamento vai “ajudá-la” um pouco, mas deixando-a na UTI, e não há necessidade de escrever artigo sobre o assunto porque a imprensa não vai falar noutra coisa.)

               Pudera! Sabe-se que num orçamento a receita é projetada e a despesa fixada, mas a “Madame” enviou a peça referente a 2017 para deliberação com dezenas de bilhões de reais como déficit. Dá para acreditar? E o Congresso (a troco de “laranjas”) aprovou. Eu, hein!

               Mas, por outro lado, só um idiota – ou analfabeto – não vai querer entender que o Brasil vai parar. O ano de 2017 existirá só no calendário. Será um caos, o ingrediente principal de uma “feijoada” que terá o carnaval, a Semana Santa, os festejos juninos, as Olimpíadas e... a eleição municipal como condimentos. Um caos!

                Mas voltando ao tema deste artigo, elementar dizer que os leitores mais “antenados” estão por dentro do “Petrolão”, mas muitas outras “coisitas” ainda “parecem” abstratas. Não sou inteligente, mas procuro me inteirar dos fatos. Na realidade, imagino que esse esquema de roubalheira não começou com os salafrários do PT – que foi com muita sede ao pote –, mas com governos anteriores. Todavia, vou tentar dar um “riscado” nesse “legado” dos “presidentes” de fato – Luiz Inácio Lula da Silva – e de direito Dilma Rousseff.

               Sabe aquela máxima de que “se sabe como começa, mas nunca como termina?”. A Operação Lava Jato é a maior investigação sobre corrupção conduzida até hoje no Brasil. Ela começou investigando uma rede de doleiros que atuava em vários Estados e descobriu a existência de um vasto esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo políticos de vários partidos e as maiores empreiteiras do país que tinham – ou ainda têm? – negócios com a citada empresa e se tornaram alvo das investigações. Vários executivos, incluindo os controladores de algumas dessas empresas, foram presos em novembro de 2014 e ficaram na cadeia até o final de abril, quando o Supremo Tribunal Federal mandou soltá-los. Em 19 de junho deste ano, as prisões atingiram presidentes e diretores da Odebrecht, da Andrade Gutierrez, da Camargo Correa e outras “menos votadas”. Cinco empreiteiras são alvo de ações civis na Justiça, em que o Ministério Público cobra “x” bilhões em indenizações. As empresas sob investigação estão impedidas de obter novos contratos na Petrobras, e várias enfrentam dificuldades financeiras porque perderam acesso a crédito após o escândalo de repercussão mundial. E o desemprego chegou ao “pico” e blá, blá, blá...
                   Como parte de seu acordo de colaboração (delação) premiada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco entregou ao Ministério Público Federal uma planilha em que registrou detalhes sobre o pagamento de propina em 89 contratos da Petrobras. De acordo com as suas anotações, cerca de R$ 1,2 bilhão em propina foi repassado a políticos e funcionários da Petrobras como ele, o equivalente a 1% do valor total dos contratos – em alguns casos, 2%, 3%, 4% e 5%. As investigações sobre os políticos começaram em março, quando a Procuradoria-Geral da República conseguiu autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para investigar 53 pessoas, incluindo deputados federais, senadores e dois governadores, de seis partidos políticos. Todos negam envolvimento com o esquema. (Que engraçado!) A Procuradoria decidiu que não havia elementos para abrir inquérito sobre a presidente Dilma Rousseff, embora um dos delatores afirme que o esquema de corrupção ajudou a financiar sua campanha eleitoral em 2010.

                    Precisa falar mais? Citar nomes? Valores? Ou quem está preso (inclusive banqueiro, senador e “amigos de Lula”) ou estão para serem presos? Fala sério. Falar nesse escândalo é percorrer 150 milhões de quilômetros para, saindo da terra, chegar ao sol.

                   O publicitário, marketólogo, designer e artista plástico, Fernando Alvez Von Noble, teve uma grata surpresa no último dia 9 de janeiro. Andorra, país europeu localizado num enclave nos Pireneus entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França, concedeu-lhe um título de nobreza após a comprovação do parentesco do paulistano com nobres europeus. Conde Von Noble, como agora é denominado, tem uma tese que, de início, possa até parecer fajuta ou sem sentido, mas é um tiro no coração. Para ele,

“Políticos no Brasil não são eleitos pelas pessoas que leem jornais, mas pelas quais se limpam com ele.”

*Marco ALBANEZ
É advogado (OAB-PE nº 7.658) e jornalista (AIP nº 2.163 e DRT/PE nº 3.271)


5 comentários:

  1. Severino José de Mélo7 de dezembro de 2015 às 12:04

    Caro Marco Albanez, mais um artigo de sua autoria que traz inúmeros esclarecimentos sobre a politicalha desenvolvida no nosso País. Muito bom, e agora com o início do processo de impedimento de Dilma, teremos muita necessidade dos seus ensinamentos.

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  2. Marco,
    Agora é que o cacete vai comer solto entre Cunha e PT, contudo, lembre-se,
    Cunha é do PMDB, Renan é do PMDB, e, Temer é do PMDB, e, para onde o
    PMDB se virar, a possibilidade de vitória é grande. Não apostaria minhas fichas em
    ninguém, mas, mesmo passando na comissão de ética, não será fácil o plenário detonar Cunha.
    Já com Dilma............... ??????......

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  3. Recebeste a visita da inspiração máxima não é Marco? Toda essa esculhambação: DILMA x DUDU Cunha, são uma fonte inesgotável para destilar o teu veneno hein? kkkkk
    Gostei do artigo, estamos fudidos!

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  4. Escrevi "...a peça referente a 2017 para.." quando, na verdade, o ano é 2016. Minhas desculpas.

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  5. Amigo Marco, realmente não dá para deixar de ler seus artigos. Diretos e verdadeiros. A situação do Brasil está uma bagunça e espero que mais pessoas sejam presas. Esses gatunos não podem continuar roubando o nosso dinheiro. E parabéns pela coragem em dizer o que pensa. Não espero outra coisa de você. Um forte abraço. Anselmo Gouveia.

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