Manoel Larré - Jornalista
Invasão defronte ao estádio “O Grito” serve de
cartão postal para os desportistas

Manoel Larré - Jornalista
Estamos no final de ano, e já bate aquela angústia, a sensação de abandono é total, os moradores do bairro mais populoso de Olinda, com 45 mil habitantes, não terão o que comemorar com os amigos, e muito menos junto aos seus parentes que estão vindos de todo o País em férias. O ano de 2015 é mesmo para esquecer. Rio Doce é o retrato de corpo inteiro da negligência comunista, da má gestão do PCdoB, que fez muito pouco nesses quase 16 anos de poder da legenda nanica no município, mesmo assim, o pouco que começou a fazer, ficou pelo meio do caminho. Essa é a marca registrada do ineficiente Renildo Calheiros: obras abandonadas, como, exemplo, a requalificação da Vila Olímpica que teve inicio em junho de 2013, prazo de entrega junho de 2014, ao custo de R$ 848.719,15, atingimos dezembro de 2015, portanto, 17 meses de atraso e o motivo é muito simples, a empresa Real Energy Ltda passou um bom tempo com os trabalhos paralisados por falta de pagamentos, segundo um supervisor da empresa. O prefeito tem agora os olhos voltados para a inauguração do estádio de futebol, O Grito, sem Olinda ter nenhuma tradição nesse esporte, e que começou em 2008, hoje um verdadeiro saco sem fundos, já custou à bagatela de mais de R$ 10 milhões, segundo o vereador Arlindo Siqueira que levou a incúria ao MPPE, e essas verbas federais, dos nossos impostos, vindas de uma única fonte: Ministério dos Esportes sob a tutela do PCdoB de porteira fechada, até três meses atrás. O grande entrave para a abertura do campo no dia 20 de dezembro, é que defronte existe uma imensa invasão já tida como Cartão Postal do bairro, com bares, lojinhas, moradias, academia, botecos, vidraçaria, a gota serena, como diz o povo, e o mais que se pensar, mas a Prefeitura e as secretarias competentes teimaram em não enxergar essa propagação de “puxadinhos” há muitos anos. A população reclama de ruas esburacadas, falta de capinação, alagamentos, transbordamento de canais, e mais, falta de coleta de lixo e de iluminação em diversas vias do bairro, o que contribui para o aumento da violência, o número crescente de assaltos e arrombamentos de residências e estabelecimentos comerciais.
Mas o prefeito faz ouvidos de mercador. Estar pouco se lixando para os riodocenses. O réveillon na passagem do ano será de vergonha e indignação. O conselho é enfiar a cabeça na areia como avestruz.
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