Em Olinda para o lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação (Frentecom), a deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP) defendeu, ontem, o nome da colega de partido e de Câmara, Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União. Ana e o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) disputam a indicação para a vaga de Ubiratan Aguiar, que já requereu aposentadoria. “A nossa candidata é Ana Arraes porque vai representar as mulheres. A primeira mulher a compor aquele coletivo do Tribunal de Contas da União. É uma conquista importante, não só dela nem do PSB. Será de nós mulheres, que temos que avançar e conquistar espaços de poder onde ele estiver sendo exercido”, destacou.
Erundina almoçou, ontem, no Palácio das Princesas, com o governador Eduardo Campos (PSB) e a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), que também integra a Frentecom. Na pauta, garante a ex-prefeita de São Paulo, apenas “amenidades”. “Não tratamos (de política). Tivemos conversando por pouco tempo, só tivemos meia hora de almoço. Conversamos sobre amenidades, não deu para gente discutir a conjuntura política. Mas foi muito boa a conversa com ele”, comentou.
Cogitada para deixar o PSB diante das especulações de fusão da legenda com o futuro PSD, Erundina assegurou que o problema já foi solucionado. “O que ocorreu naquele momento foi uma divergência minha em relação ao ponto que se colocou, de haver uma fusão entre o partido novo que está sendo construído pelo prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab) e o PSB. Fui absolutamente contrária a isso. E graças a Deus não se concretizou. Seria ruim para o PSB, pois desfiguraria um projeto que tem clara dimensão política, ideológica, histórica, que é o PSB”, explicou.
Questionada sobre as denúncias de corrupção no Governo Dilma Rousseff (PT), a deputada evitou polêmica ao escolher a resposta padrão. “Tem que ser apurado, identificando os responsáveis, que têm de ser punidos. Não vamos centrar a nossa estratégia, nossas energias e o nosso tempo numa questão que deve ser resolvida no âmbito do Governo, do Congresso”, ressaltou, argumentando que os “avanços” acumulados não podem correr riscos.
CRÍTICAS
Durante seu discurso, Erundina não poupou críticas ao que considera irregularidades no processo de concessão à canais de TV. “Não é a Globo que é dona do canal. Elas (as emissoras) se apropriam do poder da mídia. É um poder tão forte quanto o político, e que rejeita qualquer controle social”, bateu a parlamentar, cobrando a democratização da comunicação no Brasil.
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