sábado, 20 de agosto de 2011

LÁ COMO CÁ: As eleições municipais de 2012 estão começando

“ Não para os eleitores, que nem pensam no assunto. Mas para os políticos. Para eles, a largada foi dada."

A discussão do momento é a sucessão na prefeitura em São Paulo. A escolha dos prefeitos de algumas outras capitais recebe atenção, mas em plano menor.

Dessas, algumas devem ter fortes candidatos naturais, pois os atuais prefeitos disputam a reeleição e, a esta altura, são favoritos. É o caso do Rio de Janeiro com Eduardo Paes e Belo Horizonte com Marcio Lacerda. Em outras, o processo está mais aberto, seja porque o atual prefeito é pouco conhecido – era vice e assumiu o cargo após a desincompatibilização do titular no ano passado (como em Porto Alegre e Curitiba), não está no páreo, pois já foi reeleito (como em Salvador e Fortaleza), ou não tem boa avaliação (como no Recife).

A importância da eleição em São Paulo é indiscutível, mas costuma ser exagerada. Como maior cidade e capital econômica do País, tudo que acontece na política local tem repercussão nacional, nem que seja por suas consequências na vida política do estado, o maior colégio eleitoral brasileiro. Daí a imaginar que a escolha do prefeito da cidade tenha grande impacto na política brasileira há uma diferença.

Com Luiza Erundina, por exemplo, o PT conquistou a prefeitura em 1988 e viu Fernando Collor derrotar Lula na cidade no ano seguinte. Em 1992, foi a vez de Paulo Maluf, adversário figadal dos tucanos, ganhar, enquanto a cidade, dois anos depois, deu a Fernando Henrique uma vitória no primeiro turno. Nas próximas, o padrão se repetiu, com Celso Pitta vencendo em 1996 e FHC se reelegendo em 1998.”

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