Mauricio Dias, Carta Capital
“A pedra no caminho de Dilma é a eleição municipal de 2012. E é uma pedra irremovível porque reflete o confronto entre os anseios políticos expansionistas do PT e do PMDB, partidos que formam a viga mestra da ampla aliança político-eleitoral vitoriosa, com ela, em 2010.
Na prática, a tradução dessa imagem é o que se vê escancarado diariamente no noticiário: a luta por cargos estratégicos no segundo escalão da administração federal e, também, a pressão pela liberação das verbas de emendas parlamentares, no Orçamento da União, em geral destinadas às prefeituras. Um dinheiro que, curiosamente, põe em rota de colisão o modesto interesse municipal com a ambiciosa necessidade nacional de conter impactos da crise internacional na economia.
Embora o conflito possa ser contido, ele é, mais do que a demissão de ministros e funcionários de partidos da base, a tormenta na rota de navegação da nau dos aliados governistas.
“Ela (Dilma) está absolutamente condicionada a decisões que o PT e o PMDB tomem”, observou o governador cearense Cid Gomes, com uma precisão que traduz, também, a natural ponta de ciúme de um partido numericamente menor da base de apoio a Dilma no Congresso.”
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