quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Governo de Pernambuco já estuda o legado da Copa

Governo de Pernambuco já estuda o legado da Copa

Foto: Andréa Rêgo Barros/247

LIVRO OESTE METROPOLITANO, LANÇADO NESTA TERÇA-FEIRA (22) PELA AGÊNCIA ESTADUAL DE PLANEJAMENTO E PESQUISAS, TRAÇA A REALIDADE E OS DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA REGIÃO ONDE ESTÁ SENDO ERGUIDA A ARENA PERNAMBUCO

O desenvolvimento sustentável é uma das grandes preocupações de todas as sedes da Copa de 2014. Pensando em como planejar esta ocupação nos municípios que compõem o Oeste Metropolitano, zona que inclui também São Lourenço da Mata, cidade onde está sendo construída a Arena Pernambuco, a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) e a Secretaria Extraordinária da Copa realizaram, nesta terça-feira (22), o lançamento do livro “Oeste Metropolitano: realidades e desafios para o desenvolvimento regional sustentável.” O objetivo principal é desenvolver de maneira sustentável a região, levando em consideração os empreendimentos do local.

O trabalho, iniciado em 2010, contou com a participação de profissionais de vários órgãos municipais e estaduais, como da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e passou por atualizações este ano. Entre os temas abordados no livro, destaque para as formas de preservação em áreas de mananciais, que ocupam 48,6% da região, e são alvos prioritários no trabalho de manutenção e maneiras de conter o crescimento desordenado. Para isso é necessário rever os planos diretores das cidades envolvidas.

A área é composta pelos municípios de Araçoiaba, Igarassu, Paudalho, Abreu e Lima, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Recife, e é caracterizado por áreas de baixa densidade de ocupação e com restrições à urbanização, devido a fatores como áreas de declividade incompatível com atividades urbanas. Além disso, o documento busca demonstrar alternativas para esta parte da Região Metropolitana do Recife (RMR), que apresenta índices de desenvolvimento e de qualidade de vida abaixo da média do Estado.

Outro fator que chama a atenção é que partes da região apresentam unidades de conservação ambiental, o que serve de contraponto para os empreendimentos de grande porte, como a Cidade da Copa. Segundo o diretor de Estudos Regionais e Urbanos e coordenador do estudo, Ruskin Freitas, não se pode pensar apenas nos empreendimentos, mas no que está no entorno da região. “É estratégico implementar ações estruturadoras, sistemáticas e contínuas, para assegurar que os municípios se apropriem das oportunidades geradas na região, inclusive com a inserção da população nessa nova dinâmica, e, ao mesmo tempo, prever e prevenir eventuais riscos de desordenamento urbano e degradação ambiental”, explicou.

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