Mendonça Filho: chamar PSB de alternativa é conversa pra boi dormir
POSTADO ÀS 20:43 EM 25 DE Junho DE 2012

Postulante à Prefeitura do Recife, o deputado federal Mendonça Filho (DEM) é um dos poucos nomes que ainda assume o posto de oposição à Frente Popular. Admitindo enfraquecimento do bloco com a mudança de lado do PMDB, Mendonça alfineta atitude do colega Raul Henry, que estaria se unindo á situação fingindo de oposição: "chamar PSB de "alternativa" é conversa pra boi dormir!", dispara.
"Foi uma surpresa!", dispara o democrata sobre a nota emitida pelo PMDB. "Existiam rumores, mas eu sinceramente não acreditava. Surpreendente. Lamentável, mas paciência. Vamos continuar no nosso espaço de oposição."
Na manhã desta segunda-feira (25) Mendonça já havia dito que estava como um "vietcong" lutando contra um poderoso império. Agora, chateado com a traição do PMDB às vésperas das convenções, Mendonça mostra não ter aceito os argumentos utilizados pelo PMDB para se unir à Frente Popular.
"Essa história de falar que o PSB é "alternativa", isso é conversa para boi dormir! A verdadeira "alternativa" é a oposição. O PSB é governo há 12 anos no Recife, com João Paulo durante oito anos e mais quatro com o vice-prefeito do Recife [o socialista Milton Coelho]. Então tanto o PT como o PSB representam o governo."
Há meses conversando em busca de um alinhamento, o bloco oposicionista chega às vésperas do fechamento das convenções ainda dividida. A situação era até cômoda, visto que não havia franco favorito e algum oposicionista deveria figurar no segundo turno. Mas tudo mudou quando Geraldo Júlio foi colocado como candidato do PSB e, apesar de "desconhecido", foi abraçado pelos partidos da Frente Popular.
O cenário passou a ter dois nomes fortes: Geraldo Júlio (PSB) e Humberto Costa (PT), deixando a oposição ameaçada de assistir a um segundo turno entre os referidos candidatos. A união do bloco se fez necessária e, num momento crucial, o oposicionista Raul Henry (PMDB) também passou para o bloco da Frente Popular. Agora os três oposicionistas terão novas reuniões para tentar uma união.
"Estou esperançoso [numa união]. Indepdendente de qualquer coisa, a voz da oposição precisa se colocar, fazer cobrança, fiscalizar o governo. Não há democracia sem oposição."
Mendonça Filho afirmou ainda que sua candidatura pode, sim, ser retirada
em nome de uma união do bloco. "Eu sempre sentei à mesa disposto a
negociar a partir de critérios objetivos que poderiam ser construídos
num consenso para que se tenha um projeto de cidade. Estou disposto ao
diálogo, mas precisamos estabelecer critérios", avisa. A convenção para
homologação de sua candidatura permanece marcada para a próxima
sexta-feira (29).
No fim da tarde desta segunda-feira (25) o PMDB de Jarbas Vasconcelos, cujo pré-candidato era Raul Henry, retirou sua candidatura e decidiu apoiar o candidato do PSB, Geraldo Júlio. A migração muda completamente o cenário político pernambucano. O PT, antes cabeça da Frente Popular, se encontra completamente isolado. O PSB, já na liderança da Frente, se alia agora ao histórico rival político mais forte do grupo, o PMDB de Jarbas Vasconcelos.
No fim da tarde desta segunda-feira (25) o PMDB de Jarbas Vasconcelos, cujo pré-candidato era Raul Henry, retirou sua candidatura e decidiu apoiar o candidato do PSB, Geraldo Júlio. A migração muda completamente o cenário político pernambucano. O PT, antes cabeça da Frente Popular, se encontra completamente isolado. O PSB, já na liderança da Frente, se alia agora ao histórico rival político mais forte do grupo, o PMDB de Jarbas Vasconcelos.
É importante destacar também que os movimentos de afastamento do PT e, agora, de firmar aliança com o PMDB, fazem parte dos planos de Eduardo Campos para se candidatar à Presidente da República já em 2014.
A saída do partido que detém maior tempo de horário político nos veículos de comunicação, PMDB, do cenário da oposição rumando para o grupo da Frente Popular torna a Frente - que agora conta com 19 partidos - ainda mais soberana em Pernambuco e fragiliza ainda mais o bloco de oposição, que tem agora Raul Jungmann (PPS), Daniel Coelho (PSDB) e Mendonça Filho (DEM).
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