Base da PM é alvo de oito tiros; 11º onibus é incendiado: assinatura do PCC
Foto: Fotoarena/Folhapress
Atentados ocorreram em menos de uma semana; nesta
madrugada, dois homens dispararam contra uma base na região do Grajaú;
11 coletivos queimados na periferia de São Paulo
Mais uma base da Polícia Militar foi
atacada a tiros em São Paulo na madrugada desta quinta-feira, no Parque
Residencial Cocaia, região do Grajaú, zona sul da capital. Segundo a
PM, ao menos dois bandidos passaram em frente ao local de moto por volta
de 1 hora e dispararam diversos tiros. A base faz parte da 4ª Companhia
do 27º Batalhão de Interlagos. Havia dois policiais no local, que
escaparam sem ferimentos.
Os tiros também atingiram o carro de um agente que estava estacionado
próximo. A base foi reforçada e os policiais fizeram busca na área, mas
os criminosos escaparam. Esta foi a terceira base da PM atacada em
cerca de uma semana. Além de ataques às bases da PM, criminosos têm
incendiado ônibus na cidade. Em menos de uma semana, 11 coletivos foram
incendiados, e, na noite de ontem, sete linhas deixaram de circular na
capital por medo de mais ataques. A polícia investiga as causas dos
crimes, mas a suspeita é de que seja uma retaliação do PCC - Primeiro
Comando da Capital - pela morte de um de seus líderes durante uma
operação da ROTA no final de maio.
Enquanto o caos acontecia na cidade, o secretário de Segurança
Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, assistia em Buenos Aires a
final da Copa Libertadores entre Corinthians e Boca Juniors. Segundo
ele, tudo estava "sob controle". Pinto também defendeu ainda suas
férias. "Estou há seis anos no governo. Passei todos esses seis anos sem
tirar férias ou folga. Pela primeira vez, tirei licença de dois dias.
Licença oficial".
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