Mensagem de Rui Falcão convoca militância petista contra o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE); após rompimento no Recife, aumenta tensão entre os partidos
A ideia não é só manifestar a insatisfação com a mensagem, mas colocar panos quentes nos rumos a serem tomados pelos socialistas em 2014. "A política segue a lógica local. Apoiamos Lula desde 88, estamos apoiando Dilma e vamos apoiá-la se for candidata à reeleição", disse Roberto Amaral, vice-presidente do PSB, à Folha de S.Paulo.
A iniciativa socialista, de procurar Lula para evitar o clima de guerra entre o PT e PSB, não deverá ser das mais fáceis. O próprio governador Eduardo Campos não está conseguindo contatar o ex-presidente. Em Pernambuco, corre o rumor de que o maior cardeal petista não quer papo com o gestor e estaria, inclusive, rejeitando as suas ligações telefônicas. Os petistas pernambucanos encaram como traição a aliança forjada por Campos com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), de quem era rival histórico no Estado, para a eleição do Recife. O parlamentar sempre foi uma das vozes mais críticas ao governo do ex-presidente Lula.
A decisão de Eduardo Campos em lançar o secretário Geraldo Júlio é vista por dirigentes petistas não apenas pelo racha causado pelo PT na capital, mas justamente por suas intenções com as eleições presidenciais. Nesse prisma há duas possibilidades: a de Campos pedir a vaga de vice na chapa de Dilma e a de ele próprio se lançar candidato, tornando-se adversário nacional do PT.
Em São Paulo, apesar do PSB apoiar a candidatura do petista Fernando Haddad, o partido de Eduardo Campos também se distanciou ao desistir da vaga de vice na chapa, que pertencia à deputada Luiza Erundina. Na mensagem publicada no site do PT, Rui Falcão diz que o partido enfrenta no Recife, "do outro lado, uma ampla frente de aliança que tenta nos derrotar". Ele afirma também contar com a força de Lula e Dilma no Estado.
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