A seis dias da eleição, o PT, a essa altura do campeonato, anda em tempo de incertezas sobre ir ou não ao segundo turno. Como se não bastasse Humberto Costa já ter declarado guerra aberta até mesmo ao governador Eduardo Campos, o candidato, além dos adversários, ainda tem que enfrentar oposição interna. Ontem, a tendência Esquerda Marxista divulgou nota disparando, entre outras coisas, que o prefeiturável petista foi "abandonado" por Eduardo Campos, por Maurício Rands, pela militância, por Lula e Dilma. O texto vaticina ainda uma "derrota anunciada". Na ala ligada a Humberto, o assunto foi minimizado por entenderem que a Esquerda Marxista "só dirige um fusquinha", de tão pequena. Mas prevalece a tese do "é tudo combinado com João da Costa para prejudicar". Ainda que o documento não passe da criação de um fato político, é mais um gerado por petistas que, às vésperas, do pleito, e sob risco de perder a Prefeitura do Recife, ainda arrumam forças para brigar com os próprios correligionários. Só ajudam a dar sustância ao adversário.
Freire vê oportunismo - Dada a ausência de Lula no Recife, o deputado federal Roberto Freire define como "oportunismo" a decisão do petista-mor de manter-se distante. "Aqui, como ele vai ser derrotado, esquece e não quer nem vir. Ele é o responsável por tudo", disparou o dirigente nacional do PPS. Na aposta dele, o PT vai ficar "muito dividido no segundo turno". Ele acredita que parte dos petistas, se Daniel Coelho chegar ao segundo turno, votará no tucano. E lembrou que "o PT chamou Arraes de Pinochet de Pernambuco"

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