terça-feira, 30 de outubro de 2012

PSB com "um olho no padre e o outro na missa"

Considerando o desempenho do PSB  como “extraordinário – o partido elegeu 442 prefeitos , sendo cinco capitais -, Eduardo disse que agora é hora de descer do palanque e trabalhar pelos municípios. O discurso é praticamente uma “deixa” da fala de Roberto Amaral que em entrevista à Rádio Folha declarou que os socialistas irão trabalhar a sua imagem administrativa de forma nacionalizada e que a sua legenda  “é diferente do PT, PMDB  e outros partidos da base. Temos nosso programa e imagem. Temos nosso ponto de vista”, disse.
O discurso de nacionalização já vem sendo adotado pelo governador pernambucano como a criação de um novo pacto federativo, rediscussão da distribuição dos royalties do petróleo e a descentralização dos investimentos. Estas posições vão de encontro a muitas das que hoje são defendidas pelo Partido dos Trabalhadores, o que pode elevar a temperatura entre as duas siglas muito em breve.
“Se todas as nossas ideias fossem iguais às do PT, não haveria necessidade de se ter um PSB”, observou Amaral.  Para ele,  uma chapa do PSB em 2014 não é uma opção a ser descartada. “Pode se disputar a gestão em 2014 como também podemos apoiar a Dilma. O quadro está aberto. Hoje a realidade diz que Dilma será reeleita e contamos com isto. É um governo que participamos e temos orgulho em participar”, acrescentou.
A nacionalização do jeito PSB de administrar será o foco, segundo o governador, de um seminário que a legenda irá promover em novembro com os prefeitos eleitos.  Colocando à disposição dos novos gestores técnicos e economistas ligados ao partido, a direção nacional do PSB quer imprimir a sua marca não somente durante a transição mas durante toda a administração, em especial o primeiro ano de mandato, apontado por Campos como o período mais duro para que sejam colocados em prática as ações de governo prometidas ao longo da campanha.
Apesar da linha divergente entre os dois dirigentes socialistas, tão logo começou a coletiva. Eduardo Campos pediu licença para se retirar por alguns minutos. A razão: um telefonema da presidente Dilma Rousseff que, segundo ele, era para cumprimenta-lo quanto ao resultado das eleições e para tratar de algumas questões administrativas. Uma reunião entre eles deverá ser marcada para os próximos dias. Somente após este encontro é que será conhecido a fundo o futuro da aliança histórica entre as duas legendas.

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