Apesar de ter reiterado que o PSB não tem uma posição fechada sobre o projeto do parlamentar tucano, Campos disse que este posicionamento não é novidade dentro da legenda socialista. “Não temos posição partidária tomada sobre essa matéria. Nós, lá atrás, votamos contra o processo da reeleição. Tem muitas pessoas que simpatizam, que entendem que o mandato de cinco anos sem eleição no meio pode ser até um período muito mais produtivo”, declarou.
Curiosamente, surgiram rumores de que o governador pernambucano teria ligado para o senador Aécio Neves a fim de manifestar apoio ao tucano nessa proposta. De acordo com a colunista do jornal Folha de S. Paulo, Vera Magalhães, Campos e Aécio entendem que o projeto, se aprovado, seria o início de uma “boa reforma política”.
Campos aproveitou para defender a unificação das eleições, em vez de ocorrer disputas eleitorais a cada dois anos. “O partido tem uma grande simpatia pela coincidência das eleições. Eu acho que a gente precisa, até para o funcionamento da vida administrativa do País, para simplificar pactuações federais, que são impactadas, muitas vezes quando tem eleição nos municípios, tem eleição no Estado, tem eleição nacional”, acrescentou.
Sobre as especulações de que o ex-presidente Lula (PT) teria dito que a candidatura de Campos é irreversível, o pessebista não quis falar a respeito. “Não estou aqui para comentar o que ele teria dito. Não tem aspas, nem declaração dele falando desse assunto”, declarou. O presidenciável também negou que tenha um encontro marcado com o cacique-mor do PT.
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