quinta-feira, 2 de maio de 2013

HBL sem médicos para realizarem exames de ultrassonografias.



Fonte: Carlos Freitas/ADUSEPS

A Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (ADUSEPS) denúncia que o Hospital Barão de Lucena (HBL) está sem médicos para fazer exames de ultrassonografia, em alguns plantões durante a semana, pela manhã, e nos finais de semana.

Na terça-feira (3), Luana Rebeca Ferreira da Silva, estava internada no HBL para dar à luz ao seu filho. Pela manhã a médica pediatra havia solicitado um exame de ultrassonografia, porém na ocasião, à gestante não realizou o exame porque a médica que deveria fazer o exame não havia chegado ainda.
“Quando já estava em trabalho de parto foi quando a médica chegou para fazer o ultrassom, e mesmo assim, ela se recusou a fazer porque eu já estava para dar á luz. Resumindo fui obrigada a ter um parto normal, e meu filho ao ser removido teve o braço multilado, algo que se tivesse feito o ultrassom poderia ter evitado”, desabafa Luana.

A criança nasceu aos nove meses e com mais de 4 Kg, às 14h 40min. E mesmo com a criança sentiu fortes dores no braço, o HBL deu alta ao recém-nascido, e o encaminhou para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). “Vou esperar três meses de fisioterapia para ver se o braço do meu filho melhora. Caso isso não aconteça, irei processar o HBL”, diz Luana.

De acordo com o ouvidor da Aduseps, Carlos Freitas, o Centro Obstétrico do HBL está superlotado.  No setor que deveria acomodar seis pacientes, atualmente aloja 23, e segundo os médicos, esse número já foi maior. Além disso, o centro que deveria haver 12 profissionais médicos, apenas mantém cinco, sendo três obstetras e dois neonatologista.

“No caso do recém-nascido a falta de médicos para fazer o ultrassom não é novidade. Durante os finais de semana é o que mais ocorre, algo que pode até gerar morte fetal, que é quando a criança morre dentro da barriga da mãe, por passar do prazo. Imaginem uma mãe que chega na sexta-feira a tarde, e tem que esperar até a segunda-feira, para poder fazer um exame, além de ter que ficar em uma fila de espera correndo o risco de ainda não poder fazer o exame. Por isso, muitos médicos correm o risco para salvar a vida da mãe e da criança, sem fazer o ultrassom”, explica Freitas.

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