Em agosto deste ano, Gouveia Vieira pretende obter o sétimo mandato sucessivo. Desta vez, no entanto, dificilmente obterá êxito em sua empreitada. Uma chapa que será divulgada nos próximos dias unirá todas as forças políticas e empresariais do Rio de Janeiro para apear do poder o chamado “imperador da Firjan”. Terá apoio do PMDB, do governador Sergio Cabral, mas também do PT e do PSDB, assim como das principais forças produtivas do Rio, como a Petrobras e a OGX, de Eike Batista – este, por sinal, tem fortes razões para se opor a Eduardo Eugenio, que passou pelo grupo EBX e saiu poucos dias depois.
Este grupo que vem sendo formado tem também uma proposta que promote democratizar, de vez, a representação empresarial do Rio de Janeiro, depois de quase duas décadas do mandarinato de Eduardo Eugênio. Será inserida como cláusula pétrea do estatuto uma norma que impede mais de uma reeleição. Assim, cada mandato de três anos poderá ser renovado apenas uma vez.
A troca de comando da Firjan atende também aos empresários do estado, que não se sentem representados por Eduardo Eugênio, no melhor momento econômico do Rio de Janeiro. Aristocrático, ele tem péssima interlocução com a presidente Dilma, a quem se refere, com frequência, como “aquela senhora”. O presidente da Firjan é também alvo de diversas queixas relacionadas ao uso da máquina em benefício pessoal.
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