Segundo Aécio, Dilma teve a "incapacidade de reconhecer uma responsabilidade sequer em relação a toda essa insatisfação, sempre buscando transferir responsabilidade, tanto para governos que governaram há mais de 10 anos, como se isso fosse possível, quanto para o Congresso Nacional". "A resposta da presidente, ao propor uma constituinte restrita, inconstitucional, e um plebiscito que o próprio governo sabia, ou deveria saber, que não teria tempo para realizar, é uma clara resposta de um governo que envelheceu", completou.
A resposta, segundo o pré-candidato do PSDB à Presidência, será um PSDB de "cara nova". "Estamos falando de algo que precede o palanque, a cara nova do PSDB. Vamos discutir primeiro o que podemos propor de diferente, e o palanque virá com maior naturalidade", comentou. "Nosso objetivo é que as pessoas olhem para o PSDB na eleição e enxerguem algo absolutamente novo. Na gestão eficiente, na capacidade de ter sensibildiade para os problemas reais", explicou.
Para o tucano, "o que falta no Brasil hoje é resposta às questões essenciais: transporte, saúde, educação, que passam por investimentos, mas também por gestão". No Rio, Aécio se reúne com a nova presidente do Instituto Teotônio Vilela, Elena Landau, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com antigos colaboradores do governo tucano, como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.
PMDB
Questionado por jornalistas, Aécio comentou a instatisfação de peemedebistas com o governo e o atrito entre PT e PMDB por causa da sucessão no Rio de Janeiro. "Eu, no lugar dele (PMDB), estaria também muito insatisfeito. Tenho relação pessoal com o Sérgio e o Eduardo e respeito a posição deles de aliados do governo federal", disse. "Nossa responsabilidade é apresentar um projeto alternativo a esse que está aí. Hoje, estamos dando uma largada na busca da contrução de um projeto para o Rio de janeiro, para os próximos anos", comentou, sem descartar uma parceria com o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), "um grande companheiro", na próxima eleição.
"Hoje, vemos um governo velho falando para um Brasil novo. No momento da eleição, o novo seremos nós, com valorização da ética e da eficiência. O PT envelheceu no poder, isso é uma constatação", disse, criticando o "governo de cooptação" que se instalou no Brasil. Sobre a reforma política proposta pela presidente Dilma, Aécio disse que, na próxima semana, o PSDB deve realizar reunião da executiva para apresentar pontos consensuais dentro do partido. Pessoalmente, o senador disse ser a favor do voto distrital misto, do fim das coligações proporcionais e da criação de uma cláusula de desempenho para os partidos politicos.
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