O grupo de integrantes do Movimento Passe Livre que ocupou a Câmara Municipal na segunda-feira (22) decidiu hoje continuar o protesto, reafirmando que só deixará o Paço quando a pauta mínima de reivindicações for atendida. A principal é a redução da tarifa do transporte coletivo de R$2,80 para R$2,50.
O presidente da Casa, vereador Paulo Câmara (PSDB), disse que mantém a proposta de intermediar o diálogo entre os manifestantes e o prefeito ACM Neto (DEM), acordada em reunião do Colégio de Líderes. Foi sugerida também a criação de um grupo misto e suprapartidário, composto por vereadores, deputados e integrantes do MPL, para, juntos, encontrar o consenso.
"A Câmara continua, como sempre, aberta ao diálogo e receptiva a discutir as reivindicações do movimento, mas precisamos dar andamento às nossas atividades e atender a outras demandas da população", afirmou Paulo Câmara.
Os líderes do governo, Joceval Rodrigues (PPS), e da oposição, Gilmar Santiago (PT), concordaram com a condução dada por Paulo Câmara para solucionar o impasse.
"Mas defendemos que as atividades da Casa sejam retomadas, mesmo com a presença dos manifestantes, enquanto se constrói o entendimento", ponderou Gilmar. Joceval ressaltou que a atual legislatura vem produzindo de forma significativa e que esse ritmo não pode ser quebrado.
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