Pedro Josephi, do DCE da UNICAP e um dos membros da Frente de Luta pelo Transporte Público (PE), acaba de confirmar a realização do 3º Ato Nacional denominado à Luta, Recife, nesta terça-feira (03/07) na capital pernambucana.
O tema do novo protesto é o passe livre já.
Os estudantes incluiram ainda na pauta oficial da manifestação um posicionamento público contra a repressão e criminalização feita pelo governador Eduardo Campos (PE). O evento terá concentração e saída ás 16hs da Praça do Derby.
O estudante pede que o Blog de Jamildo publique nota dos Professores da UNICAP em repúdio à ação da Polícia Militar na última sexta-feira, no DCE da UNICAP. Veja abaixo.
NOTA DOS/AS PROFESSORES EM REPÚDIO À AÇÃO DA PM NA SEDE DO DCE DA UNICAP
Sexta-feira passada, 28 de junho, em torno das 18 horas e 30 minutos, os estudantes da Universidade Católica de Pernambuco foram vítimas de conduta abusiva da Polícia Militar de Pernambuco, quando reunião que transcorria no DCE da instituição passou a ser acompanhada por membros da polícia, com o propósito de filmar e fotografar estudantes que estavam reunidos em plenária para discutir as prisões arbitrárias ocorridas na última quarta-feira (26/06).
Indispensável destacar que a Constituição Federal assegura a todos a liberdade de pensamento e de expressão, além do direito à liberdade de associação. Trata-se, dentre outras garantias, de pilares essenciais em um Estado Democrático de Direito. Na história recente do nosso país, a violação de tais prerrogativas esteve sempre associada aos períodos de exceção. Quando isso ocorre, significa o fim das liberdades individuais em nome da violência, da truculência e do abuso de poder. Quando isso acontece, é a morte da democracia, da liberdade e o açoitamento da justiça.
Considerando que atualmente vivemos em um regime democrático, em que todo o poder emana do povo, como a Polícia Militar pernambucana, ao arrepio de garantias constitucionais elementares, age de forma arbitrária e ilegal no intuito de sufocar uma reunião legítima e centrada em objetivos lícitos? Outro aspecto intrigante é o fato de que a polícia filmou e fotografou diversas pessoas presentes ao evento, sem a devida autorização delas, em flagrante desrespeito ao direito de imagem. Questão que merece reflexão é: com que propósito e a mando de quem? O que vão fazer com essas imagens e onde irão armazená-las? Sob qual fundamento circulam em área universitária, cerceiam a liberdade de associação e expressão e filmam e fotografam jovens estudantes? Qual o propósito disso tudo?
Sabemos que, dentre outras coisas, o papel da polícia é garantir o Estado Democrático de Direito, defendendo os cidadãos das ofensas que possam ser praticadas contra suas pessoas e seus patrimônios, mas o que foi realizado na noite de sexta-feira (28/06) foi a maior de todas as violências, aquela que se origina na força da intimidação, no ato de fazer calar no açoite psicológico que destrói e aniquila as idéias, os ideais e a crença na construção de uma sociedade justa e igualitária.
Essa conduta da Polícia Militar de Pernambuco revela-se lesiva aos estudantes, a toda comunidade acadêmica do Estado, à UNICAP – considerada um centro de referência em humanismo e na defesa da vida – e à sociedade pernambucana. É como defensores da justiça e do Estado Democrático de Direito que repudiamos tais práticas, que não tem razão de ser, visto que motivadas apenas pelo desejo de intimidar e de disseminar o medo e a insegurança, típicas de estados policialescos.
Por amor à UNICAP, aos valores essenciais que devem embasar uma democracia (e que, para nós, são inegociáveis), e por acreditarmos em uma sociedade justa, livre e igualitária, expressamos a nossa contrariedade ao modo como a Polícia Militar agiu no episódio em comento, esperançosos de que um raio de lucidez perpasse as autoridades competentes para que reflitam sobre o ocorrido e peçam desculpas aos estudantes, assim como sejam punidos àqueles que ordenaram e executaram as violações.
Certos de que, a partir de agora, estaremos todos vigilantes e alertas para que novos abusos dessa natureza não tornem a se repetir e com firme propósito de que a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito sejam respeitados hoje e sempre.
Carolina Valença Ferraz (Professora de Direito da UNICAP);
Glauber Salomão Leite (Advogado e ex-aluno da UNICAP);
Catarina Oliveira (Professora de Direito da UNICAP);
Vinícius Calado (Professor de Direito da UNICAP);
Érica Babini (Professora de Direito da UNICAP);
Rafael Baltar (Professor de Direito da UNICAP);
Maria DLara Siqueira de Melo ( Professora de Direito da UNICAP);
José Maria Silva (Professor de Direito da UNICAP);
Roberto Campos (Professor de Direito da UNICAP);
Gustavo Ferreira Santos (Professor de Direito da UNICAP);
José Mario Wanderley Gomes (Professor de Direito da UNICAP);
Marcelo Labanca (Professor de Direito da UNICAP);
Roberta Cruz (Professora de Direito da UNICAP);
Maria Rita de Holanda (Professora de Direito da UNICAP);
Alexandre de Gois (Professor de Direito da UNICAP);
Gustavo Carneiro Leão (Professor de Direito da UNICAP);
Mateus Pereira (Professor de Direito da UNICAP);
Luiz Henrique Nogueira de Albuquerque (Professor de Direito da UNICAP);
Marília Montenegro (Professora de Direito da UNICAP);
João Paulo Allain Teixeira (Professor de Direito da UNICAP);
Fernanda Fonseca Rosenblatt (Professora de Direito da UNICAP);
João Chaves (ex-Professor de Direito da UNICAP, e Defensor Público Federal – SP)
Manoel Uchoa (Professor de Direito da UNICAP);
Luis Emmannuel (Professor da Faculdade Damas)
Andrea Campos (Professora de Direito da UNICAP);
André Carneiro Leão (Defensor Público Federal – DPU/PE)
Emerson Lardião de Souza (Professor de História da UNICAP)
Bruno Galindo (Professor de Direito da FDR/UFPE)
O estudante pede que o Blog de Jamildo publique nota dos Professores da UNICAP em repúdio à ação da Polícia Militar na última sexta-feira, no DCE da UNICAP. Veja abaixo.
NOTA DOS/AS PROFESSORES EM REPÚDIO À AÇÃO DA PM NA SEDE DO DCE DA UNICAP
Sexta-feira passada, 28 de junho, em torno das 18 horas e 30 minutos, os estudantes da Universidade Católica de Pernambuco foram vítimas de conduta abusiva da Polícia Militar de Pernambuco, quando reunião que transcorria no DCE da instituição passou a ser acompanhada por membros da polícia, com o propósito de filmar e fotografar estudantes que estavam reunidos em plenária para discutir as prisões arbitrárias ocorridas na última quarta-feira (26/06).
Indispensável destacar que a Constituição Federal assegura a todos a liberdade de pensamento e de expressão, além do direito à liberdade de associação. Trata-se, dentre outras garantias, de pilares essenciais em um Estado Democrático de Direito. Na história recente do nosso país, a violação de tais prerrogativas esteve sempre associada aos períodos de exceção. Quando isso ocorre, significa o fim das liberdades individuais em nome da violência, da truculência e do abuso de poder. Quando isso acontece, é a morte da democracia, da liberdade e o açoitamento da justiça.
Considerando que atualmente vivemos em um regime democrático, em que todo o poder emana do povo, como a Polícia Militar pernambucana, ao arrepio de garantias constitucionais elementares, age de forma arbitrária e ilegal no intuito de sufocar uma reunião legítima e centrada em objetivos lícitos? Outro aspecto intrigante é o fato de que a polícia filmou e fotografou diversas pessoas presentes ao evento, sem a devida autorização delas, em flagrante desrespeito ao direito de imagem. Questão que merece reflexão é: com que propósito e a mando de quem? O que vão fazer com essas imagens e onde irão armazená-las? Sob qual fundamento circulam em área universitária, cerceiam a liberdade de associação e expressão e filmam e fotografam jovens estudantes? Qual o propósito disso tudo?
Sabemos que, dentre outras coisas, o papel da polícia é garantir o Estado Democrático de Direito, defendendo os cidadãos das ofensas que possam ser praticadas contra suas pessoas e seus patrimônios, mas o que foi realizado na noite de sexta-feira (28/06) foi a maior de todas as violências, aquela que se origina na força da intimidação, no ato de fazer calar no açoite psicológico que destrói e aniquila as idéias, os ideais e a crença na construção de uma sociedade justa e igualitária.
Essa conduta da Polícia Militar de Pernambuco revela-se lesiva aos estudantes, a toda comunidade acadêmica do Estado, à UNICAP – considerada um centro de referência em humanismo e na defesa da vida – e à sociedade pernambucana. É como defensores da justiça e do Estado Democrático de Direito que repudiamos tais práticas, que não tem razão de ser, visto que motivadas apenas pelo desejo de intimidar e de disseminar o medo e a insegurança, típicas de estados policialescos.
Por amor à UNICAP, aos valores essenciais que devem embasar uma democracia (e que, para nós, são inegociáveis), e por acreditarmos em uma sociedade justa, livre e igualitária, expressamos a nossa contrariedade ao modo como a Polícia Militar agiu no episódio em comento, esperançosos de que um raio de lucidez perpasse as autoridades competentes para que reflitam sobre o ocorrido e peçam desculpas aos estudantes, assim como sejam punidos àqueles que ordenaram e executaram as violações.
Certos de que, a partir de agora, estaremos todos vigilantes e alertas para que novos abusos dessa natureza não tornem a se repetir e com firme propósito de que a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito sejam respeitados hoje e sempre.
Carolina Valença Ferraz (Professora de Direito da UNICAP);
Glauber Salomão Leite (Advogado e ex-aluno da UNICAP);
Catarina Oliveira (Professora de Direito da UNICAP);
Vinícius Calado (Professor de Direito da UNICAP);
Érica Babini (Professora de Direito da UNICAP);
Rafael Baltar (Professor de Direito da UNICAP);
Maria DLara Siqueira de Melo ( Professora de Direito da UNICAP);
José Maria Silva (Professor de Direito da UNICAP);
Roberto Campos (Professor de Direito da UNICAP);
Gustavo Ferreira Santos (Professor de Direito da UNICAP);
José Mario Wanderley Gomes (Professor de Direito da UNICAP);
Marcelo Labanca (Professor de Direito da UNICAP);
Roberta Cruz (Professora de Direito da UNICAP);
Maria Rita de Holanda (Professora de Direito da UNICAP);
Alexandre de Gois (Professor de Direito da UNICAP);
Gustavo Carneiro Leão (Professor de Direito da UNICAP);
Mateus Pereira (Professor de Direito da UNICAP);
Luiz Henrique Nogueira de Albuquerque (Professor de Direito da UNICAP);
Marília Montenegro (Professora de Direito da UNICAP);
João Paulo Allain Teixeira (Professor de Direito da UNICAP);
Fernanda Fonseca Rosenblatt (Professora de Direito da UNICAP);
João Chaves (ex-Professor de Direito da UNICAP, e Defensor Público Federal – SP)
Manoel Uchoa (Professor de Direito da UNICAP);
Luis Emmannuel (Professor da Faculdade Damas)
Andrea Campos (Professora de Direito da UNICAP);
André Carneiro Leão (Defensor Público Federal – DPU/PE)
Emerson Lardião de Souza (Professor de História da UNICAP)
Bruno Galindo (Professor de Direito da FDR/UFPE)

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