Pernambuco 247 - A visita do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto (PTB) a fábrica da Jeep, em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, foi marcada por um protesto feito pelos cegonheiros pernambucanos que disputam com os transportadores de Minas Gerais o direito de transportar os 250 mil veículos anuais que a montadora começará a produzir ainda no primeiro trimestre deste ano.
De acordo com o vice-presidente mundial de Manufatura/Projeto Pernambuco da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Stefan Kettere, e pelo CEO da FCA na América Latina, Cledorvino Belini, a unidade pernambucana já está com mais de 95% das obras concluídas e a produção em série deverá ser iniciada ainda neste trimestre.
Atualmente, o polo automotivo da Fiat Chrysler emprega cerca de 2,6 mil trabalhadores, já levando em consideração as 16 empresas que integram as unidades fornecedoras de itens necessários á produção dos veículos. A expectativa é o polo seja responsável por um incremento de até 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A partir de 2020.
De olho neste potencial e interessados no transporte dos veículos, que além de atenderem uma rede de 150 concessionárias que a Jeep irá montar no país também serão destinados à exportação, os cegonheiros de Pernambuco e Minas Gerais estão envolvidos numa disputa que parece estar longe de acabar.
Do lado pernambucano, os sindicatos ligados aos cegonheiros alegam que a mineira SADA Transportes e Armazenagens S.A. estaria formando uma espécie de cartel para impedir a participação dos transportadores estaduais no escoamento da produção.
O Sindicato das Empresas Transportadoras e Transportadores Autônomos de Veículos Automotores de Pernambuco (Sintrave-PE) alega que a categoria conseguiu o aval da Fiat para transportar parte dos veículos produzidos em Pernambuco, mas estaria enfrentando resistência por parte do grupo mineiro que possui o direito de transporte dos veículos produzidos pela Fiat no País. Pernambuco possui cerca de 400 cegonheiros em atividade
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