Pernambuco 247 - O ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), disse não acreditar que os cortes nos gastos com custeio dos ministérios anunciados pelo Ministério do Planejamento atinjam as metas traçadas pelo MEC para este ano. "Não há corte definido. Nós temos no País um Orçamento que não foi votado ainda pelo Congresso Nacional", disse Cid Gomes. Segundo o anúncio feito pelo Governo Federal, os cortes no Ministério da Educação podem chegar a R$ 7 bilhões.
"No Ministério da Educação, não há um centavo sequer de corte naquilo que é atividade fim. Nos nossos programas, que vão fazer chegar a merenda escolas aos municípios, que vão chegar o recurso com os transportes, que vai fazer chegar o dinheiro direto para as escolas", disse o ministro nesta sexta-feira, no Recife.
Cid visitou a capital pernambucana para conhecer soluções na área de educação de maneira que possam ser adotadas por outros estados. Pernambuco registrou os maiores avanços no Ideb do ensino médio nos últimos dois anos.
Na capital pernambucana, Cid comentou sobre a possibilidade de muitas prefeituras do país terem dificuldades para pagar o novo piso nacional dos professores, que foi reajustado nesta semana para R$ 1.917,78. "Já fui prefeito, já fui governador, Sei que há dificuldades. O ministério está à disposição para ajudar, colaborar com os municípios. Vamos priorizar aquilo que é investimento", afirmou. Ele disse que o MEC está à disposição das prefeituras de maneira a orientar a regulamentação dos planos de cargos e carreiras dos professores junto aos municípios.
A declaração tenta minimizar as críticas feitas pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, que afirmou que o reajuste foi anunciado sem que os prefeitos fossem ouvidos sobre o assunto.
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