São Lourenço da Mata segue seu caminho. Tortuoso e retilíneo, entre altos e baixos. Hoje sob o julgo de um só senhor, a cidade um dia citada por João Cabral jaz sem a defesa de grande percentual de seus habitantes.
Há pouco, ansiosa por enormes investimentos que deveriam advir de uma copa de futebol, São Lourenço da Mata apenas serviu com hospedeira para os investimentos que mais tiveram cunho eleitoreiro do que trouxe benefícios a seus habitantes. Passeia-se pela Francisco Correia, São João e São Paulo, Parque Capibaribe, Tiúma e Matriz da Luz... Nada mudou a não ser nas vistas de quem abocanhou um belo bocado do doce sabor do poder.
São Lourenço da Mata continua a mesma... Da morte... do Pau Brasil e da Copa. Ancorada em grandes anseios, deparada com enormes frustrações. O tecido da esperança faz-se roto e a demagogia toma conta dos ares. Nossa democrática história, rende-se ao engatinhar da solidão de quem acreditou um dia que tínhamos oposição. São Lourenço é hoje uma grande arvore de frondosas flores amarelas. Exclusivamente amarelas. Essa árvore é regada ao doce suco do poder, enquanto o resto do jardim engole a amarga seiva da traição. Mas há de chegar uma nova primavera.

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