Em Peixinhos, um dos bairros monitorados, muito lixo
A Prefeitura de Olinda assina nesta quinta-feira (5) a ordem de serviço para a instalação de 23 câmaras em seis bairros. Ligadas a uma central de monitoramento, os dispositivos serão usados para fiscalizar quem joga lixo na rua. O cidadão que for pego será multado em até R$ 100 mil e, caso não pague, terá o nome negativo.
Quem for flagrado jogando lixo nas ruas e avenidas de Olinda pode ser penalizado com multas que variam entre R$ 100 e R$ 5 mil. Um ano depois de aprovada, a lei que estabelece mais rigor na limpeza urbana terá o apoio da tecnologia para conseguir finalmente sair do papel e punir os infratores. Com investimentos na ordem de R$ 800 mil, 23 câmeras serão instaladas em seis bairros, contando com uma central de monitoramento para flagrar a ação em tempo real. A ordem de serviço será assinada nesta quinta-feira (5) e a promessa é de que até o mês de maio os equipamentos já estejam operando. A partir de 1º de julho, após uma campanha de divulgação, a nova regra já deverá estar pesando no bolso.
De acordo com a Prefeitura, cerca de R$ 3,5 milhões seriam gastos mensalmente com o problema. Quem não pagar a multa pode ter o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito ou ainda ser conduzido à delegacia. O esquema adotado contará com cinco guardas municipais e cinco fiscais atuando com motocicletas, para chegar mais rápido aos locais. As equipes vão trabalhar com impressoras portáteis para imprimir o tíquete no momento da abordagem. A cobrança deve ser quitada no prazo de até 30 dias, sob a ameaça de figurar nas listas de inadimplentes do SPC e Serasa.
A primeira etapa do projeto contempla áreas consideradas mais críticas, nas vias de Ouro Preto, Bultrins, Bairro Novo, Santa Tereza, Peixinhos e Varadouro. A expectativa é de dobrar esse número até o fim de 2016. “Temos seis caminhões que atuam diariamente, mesmo assim não conseguem dar conta de tamanha desordem promovida pelos próprios cidadãos”, revelou o secretário de Serviços Públicos, Manoel Sátiro.
Segundo ele, a cidade dispõe de 200 lixeiras, devendo receber mais 800 no prazo de dois anos. Das 350 toneladas de lixo recolhidos todos os dias, 40% são entulhos jogados nas vias públicas, terrenos e margens de rios e canais. Nesta conta, as despesas com mais de 80 mil sacos de lixo, somariam R$ 20 mil mensais.
A Folha esteve, na quarta-feira (4), nos bairros que primeiro receberão a inspeção, constatando verdadeiros lixões a céu aberto. “O que falta na verdade é respeito. As pessoas se preocupam apenas em manter a casa limpa, fazendo da rua uma lixeira”, criticou o servidor público Severino Santos, 53, que reside em Peixinhos
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