Compesa reconheceu falha e afirmou que espera resolver problema até quarta-feira

Uma equipe de policiais federais, composta de agentes e peritos criminais, foi deslocada para o arquipélago de Fernando de Noronha para levantar informações sobre a poluição da praia do Cachorro, supostamente provocada por um vazamento de esgoto bruto originado da Estação de Tratamento da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O objetivo é constatar a magnitude dos danos ambientais e as causas do despejo.
A Polícia Federal (PF) vai apurar e investigar se houve omissão ou negligência por parte da companhia em relação aos procedimentos necessários para evitar o incidente. Caso fique comprovado algum tipo de irregularidade, a empresa e os gestores poderão ser responsabilizados criminalmente por causar poluição de qualquer natureza que resulte em danos à saúde humana, morte de animais ou a destruição significativa da flora, e podem pegar pena entre um e quatro anos de reclusão, além de multa.
Ainda de acordo com a PF, é a segunda vez que há um despejo de esgoto na localidade. A primeira foi em setembro de 2013. Segundo levantamentos preliminares e informações repassadas pela Vigilância Ambiental, o problema ocorreu devido a uma falha elétrica em uma das bombas da estação elevatória da unidade. Uma nova bomba reserva foi colocada no lugar, mas esta também havia apresentado problema. A previsão é de que o laudo dos peritos seja concluído em até 30 dias.
Por meio de nota divulgada no início da noite, a Compesa afirmou que está trabalhando para resolver o problema até a próxima quarta-feira (25)” e que a falha foi “decorrente de problemas elétricos e mecânicos nas bombas do sistema de esgotamento sanitário da Ilha”. “Esperamos embarcar as bombas na quarta-feira no avião da Aeronáutica, fruto de uma parceria entre a Força Aérea Brasileira, Governo do Estado e administração da Ilha. A instalação dos equipamentos ocorrerá no mesmo dia”, informou o diretor metropolitano da Compesa, Fernando Lôbo.
Ainda no texto, a Compesa esclareceu que, após a instalação dos conjuntos de bombas, “realizará a despoluição do trecho”.
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