quinta-feira, 2 de abril de 2015

MANOEL LARRÉ: PREFEITO DE OLINDA DÁ UMA DE MANDRAKE PARA ENGANAR O MPPE E O TCE



Manoel Larré - www.facebook.com/manoelfernandes.larre
Manoel Fernandes Larre

O prefeito de Olinda Renildo Calheiros (PCdoB) é mesmo um figuraço, um humorista involuntário. Sempre que pode se faz de vítima, de coitadinho, mas ataca sem escrúpulos a oposição e quem fala mal da sua gestão à frente da prefeitura de Olinda, pois na visão dele, agora travestido de Mandrake, personagem de histórias de quadrinhos, diz que nunca existiu um gestor à sua altura, com sua capacidade administrativa, com a sua força de trabalho, verdadeiro fazedor de mágicas hipnotizantes. 



Nunca antes neste município, que completou 480 anos no último dia 12 de março, acontecia algo semelhante. Mas o Mandrake, mágico hipnotizador, ilusionista, tem sempre ao seu lado mau, junto aos seus criados, os “Lothar”, ou seja, os mesmos vereadores com suas já conhecidas e famigeradas faixas, escrevendo que agora a UPA de Rio Doce vai com o auxílio do governador Paulo Câmara.



Depois das diversas denúncias do Jornal Sem Censura e do Blog Olinda Hoje sobre a UPA de Rio Doce – sem previsão de construção, há dois anos e dez meses ao custo de R$ 1.818,587, com decreto n. 38.151, de 04/05/2012 e com Ordem de Serviço assinada pelo falecido governador Eduardo Campos, afora o decreto 344/2011, de 14 de dezembro de 2011, assinado pelo próprio Mandrake, comprando com recursos da PMO o terreno na Quadra 66 do Loteamento 824-PL-, situado na Rua 10, próximo ao TodoDia e levando o ex-governador a comprá-lo outra vez.



Dessa cartola do Mandrake sai muitos coelhos. Essas mágicas são para enganar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). As obras inacabadas e abandonadas, como por exemplo, o Restaurante Popular de Peixinhos, iniciado ainda na época da ex-prefeita Luciana Santos (PCdoB), com recursos federais, não sai do canto. O projeto foi orçado em R$ 1,4 milhão e todo o valor foi liberado pelo governo federal.



Em mais um truque espetacular, o senhor prefeito Renildo Calheiros (Mandrake) sabendo que está sob investigação pelo MPPE e TCE, por improbidade administrativa, armou o seu circo particular, juntamente com meia dúzia de seus “Lothar” e foi assinar uma Ordem de Serviço (dia 22 de janeiro de 2015) para a construção da obra. Só que se esqueceu de tirar uma placa no terreno que diz que a obra foi iniciada em 27 de novembro de 2014.
A pergunta que não quer calar: Por que correr loucamente para assinar essa ordem no dia 22 de janeiro de 2015? É muito cara de pau.


O prefeito tirou da sua cartola de mágico a aprovação da Lei do Alvará Provisório e Olinda, hoje, é um município de realizações, com redução de tributos; promove investimentos em infraestrutura, possibilita condições adequadas para novos empreendimentos, tanto é que, como num truque de mágica, sua especialidade trouxe para a cidade a concessionária Pateo Hyundai, a farmácia Drogasil, o supermercado Styllus, a Pizzaria Domino’s, a TendTudo, um shopping center e a rede de farmácias Big Ben – alguns dos novos pontos de comércio que podem ser vistos em Olinda, uma verdadeira realidade e não um ilusionismo.


E ainda temos 14 obras em execução ou inacabadas investigadas pelo MPPE. O vereador Arlindo Siqueira (PSL) é o autor do requerimento que solicita a instalação de uma CPI em Olinda para apurar as obras inacabadas. Juntos, os contratos que estão sendo investigados somam mais de R$ 208,5 milhões em investimentos.



Vamos aguardar as novas mágicas do Mandrake olindense. O povão só espera vê-lo pelas costas no final de 2016. Muitos eleitores ouvidos pela reportagem, aconselham, principalmente aos eleitores homens, a usarem um saco escrotal para não chegarem todos à UPA de Rio Doce precisando de uma cirurgia nos testículos.


Podem botar o burro na sombra, pois concluir a Unidade de Pronto Atendimento em dezembro de 2015 é mágica mandraquiana. Se perguntem quantas vezes o Mandrake olindense prometeu inaugurar o Estádio de Futebol de Rio Doce, que já custa aos cofres públicos mais de R$ 10 milhões. (MFL)

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