A 1ª edição da Feira Nordestina do Livro (Fenelivro) ocorre de 28 de agosto a 7 de setembro no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Propondo um debate sobre o futuro do livro e também o livro do futuro, o evento já confirmou, entre os convidados, o angolano José Eduardo Agualusa e os autores brasileiros Augusto Cury, Thalita Rebouças, Mary Del Priori, Marcelino Freire, Guilherme Fiuza, José Castelo e Gerson Camarotti.
Organizada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros), a Fenelivro presta uma homenagem ao poeta popular Lourival Batista, o Louro do Pajeú, e o historiador Evaldo Cabral de Mello, por suas contribuições para a literatura pernambucana.
"Evaldo é um grande historiador, dos maiores do Brasil, e pouca gente entende mais sobre holandeses do que ele, é uma autoridade no assunto e um grande escritor. Louro é um ícone da cultura popular, o grande cantador que manifesta, que exprime todo o pensamento do povo, de maneira muito simples, mas consegue o objetivo", explicou o presidente da Andelivros, José Alventino.
A estrutura conta com 120 estandes, com mais de 200 editoras confirmadas. A entrada será gratuita. "Temos que incentivar as pessoas a ler, ‘bendito o que semeia livros’, já dizia Castro Alves. A gente vai valorizar a cultura nordestina. Não vamos abandonar a cultura universal, vamos ter grandes autores, mas nós temos uma valorização da cultura nordestina", acrescentou Alventino.
Dois eixos permeiam os debates que vão acontecer na Fenelivro: o Nordeste e a questão do futuro do livro. No âmbito do Nordeste, o ponto de partida são os 90 anos do ‘Livro do Nordeste’, de Gilberto Freyre. A programação vai contar ainda com um autor ou intelectual de um estado diferente do Nordeste por dia, abordando a produção literária em sua terra natal.
A questão do livro é pensada em conjunto com a evolução da tecnologia. "Como vai ser o livro daqui a 20 ou 30 anos? Como ele vai ser representado? O livro como estamos acostumados, como ele vai ser? Eu, por exemplo, acho que vai coexistir. Quando surgiu a televisão, diziam que o rádio ia desaparecer, mas essas plataformas coexistem. O livro é o grande indutor de progresso da vida, a gente aprende tudo ali, mas está passando por uma metamorfose", comentou o presidente da Andelivros.
O evento vai contar com salas para debates, mesas-redondas, lançamentos e sessões de autógrafos, shows musicais, além de um café literário, a fim de promover uma conversa mais informal com os escritores. A programação vai contar ainda com uma noite de cantoria em homenagem aos 100 anos do Louro do Pajeú. A lista completa de atrações da Fenelivro deve ser divulgada em breve.



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