Gabriela Weschenfelder Ferreira, 7 anos, é a segunda no DF a conseguir tal direito. O canabidiol (CBD) é uma substância derivada da maconha

Depois da angústia, uma liminar da 5ª Vara da Fazenda Pública do DF trouxe alívio para a família da pequena Gabriela Weschenfelder Ferreira, 7 anos. Ela é a segunda criança no Distrito Federal a conseguir na Justiça o direito de receber em casa o canabidiol (CBD), substância derivada da maconha. A decisão foi expedida em 9 de julho, mas o processo corre em segredo de Justiça e ainda cabe recurso.
O CBD ajuda a controlar as crises convulsivas que Gabriela tem por conta de uma doença rara. Somada à enfermidade, ela tem má formações encefálica e da coluna vertebral e problemas visual e motor. Desde agosto do ano passado, a menina faz uso da substância. Segundo a mãe, Leila Wefchenfelder, 42 anos, as crises epilépticas da filha passaram de uma média de 20 convulsões por dia para uma ou nenhuma.
A família entrou com o pedido na Defensoria Pública do DF em 29 de maio. Até o momento, os pais de Gabriela gastavam cerca de R$ 1,8 mil por mês para importar o CBD. “Ainda não estou acreditando. A teoria está aqui em minhas mãos, mas, na prática, ainda não sei como será. Mas, vai mudar muito, porque, com essa crise econômica, gastar esse valor todo o mês complicava. Agora, vamos poder gastar com outros tratamentos, como uma hidroterapia, que o convênio não cobre”, comemora Leila.
Em maio, uma decisão em caráter de urgência tomada pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF determinou, pela primeira vez no DF, que a Secretaria de Saúde fornecesse o canabidiol para uma paciente. A família de Sabrina Azevedo Filgueira, 8 anos, revelou que ela foi a beneficiada, embora a informação não tenha sido confirmada oficialmente. O pai da menina, Fábio Filgueira Vergulho de Sousa, 35, entrou com o processo na Justiça em 4 de abril solicitando que a filha, que sofre com crises epilépticas, recebesse gratuitamente a substância.
Sabrina nasceu com uma má-formação do cérebro, que atrasa o desenvolvimento, dificulta a coordenação motora e provoca crises convulsivas de difícil controle. Apesar do documento, Sabrina ainda não recebeu a substância. Procurada pela reportagem do Correio, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do DF informou que a pessoa responsável pela área de Jurisdição, que poderia dar informações sobre os casos, estava em reunião.
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