A força-tarefa de procuradores do Ministério Público na Operação Lava-Jato anunciou, na tarde desta sexta-0feira (24/7), que ofereceu denúncia contra executivos das empreiteiras Odebrecht (CNO) e Andrade Gutierrez (AG). Vinte e duas pessoas, entre elas os presidentes das duas construtoras, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, foram acusados criminalmente na 13ª Vara Federal de Curitiba por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em negócios com a Petrobras.
Eles foram presos no mês passado, na 14ª fase da Lava-Jato, denominada “Erga Omnes”. Relatórios da Polícia Federal já tinham indiciado boa parte dos executivos por corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem econômica.
Segundo o Ministério Público, a Odebrecht tem, sim, contas no exterior usadas para fazer pagamentos a ex-dirigentes da Petrobras. “Não adianta martelarem uma mentira mil vezes. Nós vamos mostrar a verdade”, disse o procurador Carlos Fernando Lima, em entrevista coletiva em Curitiba com a presença de delegados da Polícia Federal e de de investigadores da Receita Federal. Em uma apresentação, o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, exibiu documentos que mostram que a Odebrecht é dona das contas Smith & Nasch, Golac, Arcadex Corporation e Havinsur, todas na Suíça, todas usadas para pagar propinas aos ex-dirigentes Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco.
Por meio dessas contas, a Odebrecht fez 115 transações financieiras, totalizando R$ 1,038 bilhão. Só em ressarcimento da empreiteira, o Ministério Público pediu à 13ª Vara Federal de Curitiba que os réus sejam condenados a pagar R$ 6,7 bilhões.
Na denúncia contra pessoas ligadas à Odebrecht, são 13 acusados. Na acusação da Andrade Gutierrez, mais 13. Paulo Roberto, Barusco, Duque e o doleiro Alberto Youssef estão presentes nas duas denúncias.
O coordenador de Investigação da Receita, Gérson D'Argord Shaan, afirmou que a Lava-Jato já rendeu 198 procedimentos fiscais no órgão, que vão se converter em autos de infração por sonegação, multas e representações criminais. Ele disse que já foram recolhidos R$ 200 milhões em tributos não-pagos depois que a Operação foi iniciada.
Cartel
As apurações da PF e o Ministério Público apontam que um cartel de empreiteiras combinava licitações na Petrobras entre si. Para vencerem as “disputas”, embutiam no preço das obras um percentual de 1% a 3% de propina. Esse excedente era pago a políticos, partidos e funcionários da estatal por meio de operadores que usavam técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro.
A PF estima que os prejuízos com corrupção e superfaturamento na Petrobras chegaram a R$ 19 bilhões desde 2004. A Petrobras admitiu perdas de R$ 6,5 bilhões em seus balanços.
A CNO e a Andrade Gutierrez tem negado todas as acusações. No noite de hoje, advogados da Odebrecht devem conceder uma entrevista coletiva em São Paulo para rebater as imputações da Procuradoria.
Eles foram presos no mês passado, na 14ª fase da Lava-Jato, denominada “Erga Omnes”. Relatórios da Polícia Federal já tinham indiciado boa parte dos executivos por corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem econômica.
Segundo o Ministério Público, a Odebrecht tem, sim, contas no exterior usadas para fazer pagamentos a ex-dirigentes da Petrobras. “Não adianta martelarem uma mentira mil vezes. Nós vamos mostrar a verdade”, disse o procurador Carlos Fernando Lima, em entrevista coletiva em Curitiba com a presença de delegados da Polícia Federal e de de investigadores da Receita Federal. Em uma apresentação, o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, exibiu documentos que mostram que a Odebrecht é dona das contas Smith & Nasch, Golac, Arcadex Corporation e Havinsur, todas na Suíça, todas usadas para pagar propinas aos ex-dirigentes Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco.
Por meio dessas contas, a Odebrecht fez 115 transações financieiras, totalizando R$ 1,038 bilhão. Só em ressarcimento da empreiteira, o Ministério Público pediu à 13ª Vara Federal de Curitiba que os réus sejam condenados a pagar R$ 6,7 bilhões.
Na denúncia contra pessoas ligadas à Odebrecht, são 13 acusados. Na acusação da Andrade Gutierrez, mais 13. Paulo Roberto, Barusco, Duque e o doleiro Alberto Youssef estão presentes nas duas denúncias.
O coordenador de Investigação da Receita, Gérson D'Argord Shaan, afirmou que a Lava-Jato já rendeu 198 procedimentos fiscais no órgão, que vão se converter em autos de infração por sonegação, multas e representações criminais. Ele disse que já foram recolhidos R$ 200 milhões em tributos não-pagos depois que a Operação foi iniciada.
Cartel
As apurações da PF e o Ministério Público apontam que um cartel de empreiteiras combinava licitações na Petrobras entre si. Para vencerem as “disputas”, embutiam no preço das obras um percentual de 1% a 3% de propina. Esse excedente era pago a políticos, partidos e funcionários da estatal por meio de operadores que usavam técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro.
A PF estima que os prejuízos com corrupção e superfaturamento na Petrobras chegaram a R$ 19 bilhões desde 2004. A Petrobras admitiu perdas de R$ 6,5 bilhões em seus balanços.
A CNO e a Andrade Gutierrez tem negado todas as acusações. No noite de hoje, advogados da Odebrecht devem conceder uma entrevista coletiva em São Paulo para rebater as imputações da Procuradoria.
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