Severino avalia que está tomando posições confusas (Foto: Divulgação)

Longe da política desde 2012, quando teve sua candidatura à reeleição em João Alfredo, no Agreste, impugnada pela Justiça Eleitoral, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP) vê que a situação da Casa Legislativa “piorou muito” desde que foi afastado do cargo sob a acusação de receber “mensalinho” do dono de um restaurante da Câmara.

“(A Câmara) Piorou muito. Na minha gestão, era porta aberta, todo mundo tinha entrada. Não tinha esse negócio de ‘eu sou o dono do mundo’, não”, afirmou o ex-parlamentar, em entrevista à Folha de S. Paulo na edição desta quarta-feira (22). Ele acrescentou que, agora,  “está muito ruim; você só ouve piadas” sobre o Parlamento.
Observando a distância a crise política, Severino avalia que está havendo um “certo tumulto”, na Casa Legislativa, e que tem que ser fiscalizada. “Quem deve tem que pagar.” Para ele, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem uma posição pouco clara.
“Eu achava que ele, no início, estava tentando realmente acertar. Mas agora está tomando umas posições um pouco confusas. Se ele participou, digamos, de alguma coisa danosa, ele tem que pagar também. Não é porque ele é presidente que não vai pagar”, afirmou o ex-prefeito de João Alfredo.
Ainda de acordo com Severino, se comprovada a denúncia contra Cunha, ele deveria renunciar. “Se não renunciar, [os demais deputados] deveriam cassar o mandato dele.” Cunha foi acusado por um delator preso na Operação Lava Jato de ter recebido US$ 5 milhões de propina.