terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PREFEITURA DE SAO LOURENÇO DA MATA ESCLARECE CASO DE NATIMORTO NO PETRONILA CAMPOS


Prefeitura de São Lourenço da Mata


Nota de esclarecimento

A Prefeitura de São Lourenço da Mata, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem por meio desta, esclarecer que o caso do natimorto (feto que nasceu morto), ocorrido na última quarta-feira (16), no Hospital e Maternidade Petronila Campos (HPC), apresentava um quadro de microcefalia - condição neurológica em que a cabeça e o cérebro da criança é significativamente menor (perímetro cefálico igual ou abaixo de 32 centímetros) do que a de outras da mesma idade e sexo, segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa condição atualmente está sendo relacionada ao aumento dos casos de Zika vírus.

A gestante deu entrada no (HPC), na segunda-feira (14), com queixas de dores no baixo ventre, tendo sido atendida e medicada, e como a mesma não se encontrava em trabalho de parto, foi encaminhada para sua residência. Na terça-feira (15), a mesma retornou ao HPC, onde foi diagnosticada, com apenas três centímetros de dilatação e sem contrações, portanto continuava com ausência de trabalho de parto, tendo sido novamente atendida e medicada, e orientada a retornar quando apresentasse dores com intervalos fixos para nova avaliação. Porém, ao ser atendida pela equipe multidisciplinar do HPC, na quarta-feira, foi constada que o feto não apresentava sinais de vida. Dois casos como este, de microcefalia intraútero, foram confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) no mesmo dia, em que os fetos apresentaram suspeita de óbitos por malformação congênita.

Segundo a médica Ângela Rocha, chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) e coordenadora do grupo estadual de investigação desses óbitos, a gestação de um bebê microcéfalo não recebe classificação de risco. “O que temos observado é que as crianças com a malformação podem nascer com um Apgar bom e têm apresentado bom desenvolvimento ao longo dos primeiros minutos de vida. Esses casos precisam ser investigados para avaliar respiração, cor, frequência cardíaca, tônus muscular e irritabilidade reflexa do bebê nos primeiros minutos após o nascimento”, explicou a médica.

Ângela ainda conclui dizendo que esses bebês, cujas mortes ainda não foram identificadas, podem ter outras malformações congênitas em órgãos importantes como o coração e o pulmão, por exemplo. A médica disse que não há um tempo médio de vida de uma pessoa microcéfala. Para a neuropediatra do HUOC, Dulce Gomes, apesar da microcefalia não ser causa de óbito, os microcéfalos possuem uma chance maior devido às complicações de má formação. “A microcefalia em si facilita algumas complicações, mas não é causa de óbito. Quando o crânio não se desenvolve por qualquer motivo, compromete o desenvolvimento de órgãos. E uma criança com problema neurológico se movimenta menos, então pode apresentar convulsão, dificuldades de engolir, de respirar, de se alimentar e de excretar suas secreções. São essas complicações que geram a morte dos recém-nascidos. Ou seja, a microcefalia abre espaço para outros tipos de complicações”, disse a neuropediatra.

Porém, para a infectologista pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Regina Coeli, que também é pediatra do Hospital e Maternidade Petronila Campos (HPC) e participa das investigações sobre a mudança do padrão de ocorrência da microcefalia em Pernambuco e também das atualizações do protocolo clínico e epidemiológico para investigação dos casos de malformação no Estado, explica que é necessário uma análise mais criteriosa, com amostras de sangue e tecido, para identificar ou não a presença do Zika vírus e sua relação com a malformação. Para isso, o material deste natimorto foi colhido e enviado aos laboratórios responsáveis do Estado, para comprovação.

A secretária de Saúde de São Lourenço da Mata, a médica Tereza Bezerra, também comentou o caso. “A gestante não apresentava um caso de gravidez de risco, visto que a microcefalia não é condição para risco. Ela apresentava dores no baixo ventre, foi atendida, medicada e liberada. Quando retornou pela segunda vez, apresentava dilatação, mas de apenas três centímetros, e sem contrações. Portanto, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde e da OMS, o atendimento foi correto, pois deveria aguardar uma maior dilatação e o surgimento das contrações para ser considerado início de trabalho de parto. Não houve demora, o que ocorreu foi uma fatalidade, na qual nós médicos estamos sujeitos na nossa rotina diária, que pode ter sido ou não devido à malformação por conta da microcefalia. Para estes casos seguimos o protocolo do Ministério da Saúde e da OMS, e estamos cientes da nossa responsabilidade em relação ao óbito”, explicou a secretária.

Um comentário:

  1. Conversa prá boi dormir. Foi o vírus Gino Albanez que tá destruindo tudo - incompetência, corrupção, falta de remédio, preguiça é o vírus que tá matando S. Lourenço.

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