quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Energia: cientistas alemães mais perto de "sol artificial"

Objetivo é desenvolver uma fonte de energia gerada pela fusão de núcleos, que ocorre naturalmente no coração do sol


Dois sois no Canadá (Ilusão de ótica causada apela luz do sol batendo na lua)

Cientistas alemães atingiram nesta quarta-feira (3) outro marco em sua pesquisa sobre energia limpa a partir da fusão nuclear com testes com hidrogênio em um reator apelidado por alguns de "sol artificial".

A chanceler alemã, Angela Merkel, testemunhou o início deste novo teste - após o lançamento em dezembro de testes com hélio. Desta vez, os físicos conseguiram que a colossal máquina Wendelstein 7-X superasse uma segunda etapa criando um plasma com hidrogênio.
O objetivo é desenvolver uma nova fonte de energia gerada pela fusão de núcleos, que ocorre naturalmente no coração do sol e na maioria das estrelas.
O método consiste em submeter átomos de hidrogênio a temperaturas de até 100 milhões de graus Celsius para exigir a fusão de seus núcleos, gerando assim energia.
A energia da fusão nuclear é vista como o Santo Graal da energia limpa, apresentada como ilimitada. Ela também não apresenta os perigos associados à energia nuclear, com os seus problemas de segurança e sua resíduos radioativos que duram milhares de anos.
Vários países já entraram na corrida para a construção de um reator, como o projeto de Reator Experimental Internacional (Iter).
O Iter, cuja sede está localizada no sul da França, construiu um tokamak, máquina em forma de anel que permite a fusão nuclear. Mas, penalizado por problemas técnicos e de custo, o Iter ainda tem de conduzir sua primeira experiência quase dez anos após o lançamento do projeto.

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