Por Marco ALBANEZ*
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Muitas pessoas já ouviram falar no “O Quinto dos Infernos”, mesmo sem saber o porquê.
O termo, também usado quando alguém quer mandar uma pessoa para a puta que pariu (com todo respeito ao leitor), foi utilizado por Portugal para se referir ao nosso país, cuja origem era a quinta parte (20%) do peso do ouro cobrada a cidades produtoras de minérios – no século XVIII. Tal riqueza, obtida pelo recolhimento do imposto, era levada para o país lusitano em navios que ficaram conhecidos como “Naus dos Quintos”. É que o ciclo do ouro desencadeou uma corrida em busca do enriquecimento, ou seja, tantos portugueses quanto brasileiros, de todas as partes, migraram para outras regiões em busca do precioso metal. Todo o ouro encontrado deveria ser encaminhado para as Casas de Fundição, derretido e transformado em barras, nas quais havia o selo da Coroa (uma espécie de autorização). Nesse processo já era cobrado um imposto: o “quinto”, o qual nada mais era do que a cobrança da quinta parte de todo o ouro encontrado. Esse tributo era tão odiado pelos donos das minas, que passaram a chamá-lo de “O Quinto dos Infernos”. De fato, a tributação de Portugal foi, inclusive, um dos motivos para a eclosão da Inconfidência Mineira, ao final do século XVII.
Pois bem. O que quero dizer é que, mesmo com a rejeição de mais de 80% da população (última pesquisa da Datafolha), a presidenta Dilma Rousseff está lutando – e, para isso, comprando até os germes que tenham mandato – pelo retorno da famigerada CPMF e pela aprovação da Medida Provisória 692/15, que eleva impostos sobre ganho de capital para pessoa física e optantes do Simples. Na verdade, ela deveria fazer as reformas estruturais e gastar menos do que arrecada (esse Petrolão!). E o pior de tudo é que, com a pretendida reforma previdenciária, vai ferrar os aposentados e pensionistas. Essa mulher é louca, pois mente pensando que está dizendo a verdade e se acha a “Mulher Maravilha” do bravo povo brasileiro, mas que não passa de uma “instrumentadora do bipolarismo”, envolvendo o mal e a desgraça.
Mas “tudo bem”. Enquanto ela “cria” o “Sexto dos Infernos”, “fontes fidedignas” do inferno me dão a informação de que, diante da – já – alta carga tributária, da sede em arrecadar mais dinheiro sacrificando o “proletariado”, do desejo de criar o maior número de imposto possível para cobrir um rombo causado pelas bactérias políticas... o local do seu descanso eterno já está reservado: “O 13 do Inferno”. Amém.
*Marco ALBANEZ
É advogado (OAB-PE nº 7.658) e jornalista (AIP nº 2.163 e DRT/PE nº 3.271)
Gostei.
ResponderExcluirQuerido amigo, vi seu artigo agora e fiquei satisfeitissimo em poder ler seus tão ricos assuntos abordados. Como sempre a turma do mal (PT), estão maquinando para dar mais uma "capada" no nosso sofrido dinheirinho. Não passamos de atuais escravos dessa classe política que aí está. E tome pancada nas costas.
ResponderExcluirForte abraço.
Anselmo Gouveia
Marcos, não sou de manifestar minhas opiniões, embora leia o Blog todos os dias desde quando você passou a escrever seus artigos (que saudade). Por mais que alguém não goste de você ou não concorde com as suas opiniões, tenho que reconhecer: você é demais. Toca na ferida. Diz tudo o que o povo gostaria de dizer. Por ser sua amiga, sou suspeita de elogiá-lo, mas dá gosto ler seus artigos: bem escritos, fácil de entender e impecável. Maravilha. Você consegue interagir com o leitor. Escreva sempre. Um beijão. Neuma Carvalho.
ResponderExcluirOnde está escrito "...do peso do ouro cobrada a cidades produtoras de minérios – no século XVIII", leia-se "...século XVII". Minhas desculpas pelo engano.
ResponderExcluir-essa, infelizmemte é a mais pura verdade. Nossos políticos, na sua maioria, não sabem administrar e/ou usam de má fé, e a solução é sempre essa: aumento ou criação de impostos.
ResponderExcluirMuito bem escrito. Um artigo deste deveria ser publicado na grande mídia nacional. Nós aposentados depois de contribuir com muito trabalho honesto e pecuniário, não somos responsáveis pelo falado rombo da Previdência. Além do roubo, pagamos os chamados Benefícios a pessoas, com deficiências, idosos, etc., merecidamente, só que nunca contribuíram com o sistema. Este ônus cabe ao Tesouro custear e não a Previdência. Veja Relatório neste sentido dos auditores da própria Previdência.
ResponderExcluirObrigado, amigo. O pior é que poucas pessoas sabem que a arrecadação da Previdência Social não é do Tesouro, mas dos contribuintes. No entanto, o governo "contabiliza" como arrecadação de tributos para, por analogia - diante de tantos escândalos - "tampar rombos" e "amamentar" a sua base e os corruptos de carteirinha. Abraço fraterno.
ExcluirA resposta foi de Marco Albanez para Antonio Cândido e não como consta acima.
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