quinta-feira, 7 de abril de 2016

PDT nacional fecha contra impeachment de Dilma. Agora só falta o de São Lourenço da Mata.


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A decisão foi tomada há três meses e está valendo. Por unanimidade o Diretório Nacional do PDT fechou questão contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e pelo afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara – decisão que obriga os parlamentares do PDT a seguirem a determinação do partido quando as duas questões forem à votação no Congresso. O diretório também aprovou o lançamento de candidatura própria à presidência em 2018.

“Não vamos ficar esperando o resultado de pesquisas para nos posicionarmos sobre o impeachment e o afastamento de Cunha”, destacou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, frisando que os parlamentares que não obedecerem à decisão do diretório ficarão sujeitos a sanções previstas no Estatuto.  O plenário do Diretório Nacional  referendou posição  que a Executiva já assumira em dezembro.
O PDT foi primeiro partido a fechar questão sobre o processo de impeachment da presidente, iniciado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que voltará a ser discutido tão logo termine o recesso de final de ano do Congresso Nacional,  em fevereiro.
A direção do PDT se reuniu em Brasília, na sede nacional do partido, por dois dias, para discutir o momento político do Brasil, as eleições municipais e a formação de novos quadros partidários, através da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini. E também a candidatura própria a presidente, em 2018.
Além dos integrantes da Executiva Nacional,  participaram do encontro parlamentares da Câmara e do Senado,  dirigentes estaduais,  presidentes das seções estaduais da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e, ainda, os integrantes do Diretório Nacional.
Convidada, a presidente Dilma Rousseff compareceu à reunião do Diretório Nacional do PDT, que contou também com a presença dos líderes do partido na Câmara, Deputado Weverton Rocha (MA), e no Senado, Acir Gurcaz (RO).
A presidente  comparou a discussão sobre impeachment  de seu mandato à crise política enfrentada em agosto de 1954 pelo então presidente Getúlio Vargas – que precisou dar um tiro no coração e escrever a Carta Testamento para vencer, politicamente, aos setores de direita que pretendiam derrubá-lo.
O processo contra Vargas  tem relação com o que acontece hoje no país.
“O impeachment que tentaram impor a Getúlio Vargas foi prenúncio do que está acontecendo agora. Um governo federal pode e deve ser julgado e criticado. Mas um governo federal não pode ser objeto de um golpe por razões que eles chamam de políticas, mas que não são porque não  há nenhuma base para um impeachment. Eles sabem disso e não ligam. Também não gostam de ser chamados de golpistas, mas são”, disse.

Destacou:
“Não tenho na minha vida, ao longo do tempo que passei no PDT ou no PT, nenhuma acusação de uso de dinheiro público. Não tenho dinheiro no exterior e tenho uma vida ilibada”, disse, sob os aplausos dos integrantes do Diretório Nacional do PDT.
“Na democracia, é normal que qualquer um critique, se manifeste e divirja do que ocorre. O que não podemos aceitar é que as questões essenciais ao país não sejam objeto de uma ação conjunta para que voltemos a gerar renda e emprego”, destacou.
Bem-humorada, a presidente reconheceu que Ciro Gomes, que estava ao seu lado,  “às vezes briga” com ela.
“Ele pode fazer o que quiser, mas  não brigo com ele. A gente não briga com uma pessoa que demonstrou no convívio  uma imensa lealdade, dignidade e capacidade de luta”, disse, brincando depois  com a plateia, onde alguns gritavam para que retornasse ao PDT, que ajudou a fundar no Rio Grande do Sul:
“Vocês veem o que vocês falam, porque o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) é do PT”, disse, em referência ao ministro, presente, atrás dela, que limitou-se a sorrir.

3 comentários:

  1. Da mesma maneira que o leitor pode se expressar livremente sem que a sua opinião seja a de quem a divulgou, o órgão de imprensa também tem a sua linha editorial que deve ser respeitada. Todavia, isso não me impede de fazer um breve comentário pelo que o Blog vem divulgando nos últimos meses, como defensor e aliado "canino" do desgoverno petista.

    O Blog (leia-se Magno Dantas) tem adotado uma postura parcial desde o início dessa "confusão danada" sobre o impeachment da ...Dilma Rousseff. Tudo bem. Só espero que ele não esqueça que, dos cinco, estão cravando o 3º prego no caixão dessa governante irresponsável e mentirosa. Ficam faltando dois (votação plenária na Câmara, dia 17 provavelmente, e a decisão do Senado). E o povo (como já demonstrou) a "ponto de bala" para detonar o que vir pela frente ou comemorar. Quando chegar os "finalmentes" (lembram-se de "O Bem Amado", do prefeito - Sucupira - Odorico Paraguaçu?), e em sendo a presidenta afastada do cargo, gostaria de organizar uma Mesa Redonda ("com" o Papa Francisco, o presidente norte-americano Barack Obama, com Vladimir Putin, o "dono" da Rússia etc, para que se discuta como a notícia será divulgada pelo Blog. Ou não será? Eis a questão!

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  2. Amigo Marco. Respeito, claro, sua opinião. No entanto não acredito que seja da maioria da população. Evidentemente que o blog se posiciona no formato das convicções de quem escreve e assim como defende o governo Dilma, eleito democraticamente pela maioria da população, acredita firmemente que o amigo Bruno Pereira seria ou será uma boa escolha para a cidade de São Lourenço da Mata. Repetindo como em alguma oportunidade já expus: A queda de Dilma atinge diretamente a candidatura que nós defendemos, visto que seu principal apoio (Nosso respeitado (e se Deus quiser) futuro governador, Ministro de Dilma, Armando Monteiro Neto (PTB-PE) é nosso aliado. Como homem de esquerda que sempre fui e nunca neguei... Não estaria deixando de dar apoio a Dilma contra esse desavergonhado GOLPE, realizado pela espúria da classe política nacional. O blog sempre esteve aberto a todas as convicções políticas, mesmo as que descordo. Só não as divulgo ações das oposições a minhas convicções porque não recebo material para tanto e evidentemente não irei busca-los por não "levar fé" nos mesmos. Lembre-se... Meu blog sempre zela por uma única vertente: A VERDADE! Mas a verdade quem decide é o leitor. E divulgo as notícias Mesmo que eu, como editor, não concorde.

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    1. Nunca duvidei da sua postura, amigo Magno. Você - apesar de ter sido parcial no caso - é o único esquerdista democrático que conheço. A estas alturas, nosso amigo Armando Monteiro tem se destacado e ficado longe dos holofotes, pois se dedica arduamente ao bem do Brasil. Será governador, sim. Pode acreditar. Abraço fraterno.

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