De acordo com os dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), no final de semana anterior à deflagração da greve, o Estado registrou 35 homicídios. Nos quatro finais de semana do mês de maio do ano passado, os crimes violentos letais intencionais (CLVI) registrados chegaram a 25, 24, 33 e 33, respectivamente. O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho tentou evitar alguma relação entre o aumento no número de assassinatos e a paralisação dos policiais e bombeiros militares.
“Uma coisa é a greve, mas nas sextas, sábados e domingos, por rotina, sempre tem um aumento no número de mortes. Saiu da curva, mas não podemos dizer que foi em razão da greve. Isso não é porque a polícia não foi para a rua ou não trabalhou”, disse. Durante o caos que se seguiu a paralisação, também registrados 124 saques a estabelecimentos comerciais apenas na Região Metropolitana do Recife (RMR).
De acordo com o balanço da Operação Pernambuco, o efetivo do Exército empregado na segurança na RMR foi de 1,3 mil homens. Outros 950 foram designados para atuar em municípios do interior. Com o retorno dos soldados aos quartéis, a Polícia Militar voltou a trabalhar em condições normais, disponibilizando cerca de 5,3 mil policiais diariamente para desenvolver as operações de segurança pública.
O decreto de Garantia da Lei e da Ordem, assinado pela presidente Dilma Rousseff, tem validade até o dia 29 deste mês, mas caso o Estado entenda que a situação esteja sob controle as tropas federais poderão ser desmobilizadas antes do prazo previsto. Apesar disto, interlocutores observam que o Governo de Pernambuco vem analisando a possibilidade de solicitar a permanência do efetivo federal até o final de junho. O temor é que possam ocorrer novos tumultos, protestos e paralisações durante a Copa do Mundo, onde o Recife é uma das cidades-sedes do mundial de futebol.
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