| Risco de deputado estadual é perder o mandato em meio à disputa de dois presidenciáveis que têm força em Pernambuco, Dilma e Eduardo. PSDB não foi bem votado no estado na eleição de 2010 . Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A
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Daniel Coelho ainda afirmou que, se o PSB lançar o deputado federal Júlio Delgado (PSDB) ao governo de Minas, como se cogita, os tucanos do estado vão precisar rediscutir os planos, inclusive a participação com cargos no governo João Lyra (PSB). "Não sei se vai mudar algo, nesse caso, mas vamos conversar", declarou, garantindo, por outro lado, que haverá um rompimento com a pré-candidatura do ex-secretário Paulo Câmara em Pernambuco.
No PSB, por sua vez, parece não existir preocupação com uma eventual candidatura solo do PSDB, apesar de o partido ter e 3 minutos e 30 segundos de televisão. Os socialistas analisam pesquisas nas quais Daniel tiraria muito mais votos de Armando do que de Paulo Câmara. Uma avaliação, inclusive, que pode não se confirmar quando as urnas se abrirem.
Na disputa pela Prefeitura do Recife, o tucano ficou em segundo lugar, ultrapassando a votação dos dois principais caciques do PT em Pernambuco, o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo. É certo que o cenário era outro naquela época. A legenda petista estava despedaçada, após sair de uma prévia, e não contou com a presença de Lula e Dilma Rousseff no Recife durante a campanha de Humberto, o que não vai acontecer este ano na disputa estadual, onde o senador Armando Moteiro Neto (PTB ) já vem recebendo apoio massivo do petista.
O desafio de Daniel, portanto, seria enfrentar os candidatos de Eduardo e Dilma no estado, sem a mesma estrutura. A votação do PSDB em Pernambuco, em 2010, foi menor que a de Marina Silva, na época filiada ao PV.
Por outro lado, é praticamente certa a saída do PSB da base de apoio do PSDB em Minas Gerais. Segundo o secretário geral da legenda socialista, Carlos Siqueira, "há uma grande tendência de o PSB ter candidatura própria". " O partido está avaliando alguns nomes.. Eu nunca soube desse acordo entre PSB e PSDB", afirmou Siqueira, referindo-se a um suposto pacto de paz feito entre Aécio e Eduardo em Minas e em Pernambuco, uma estratégia que poderia dar mais tranquilidade aos dois presidenciáveis que precisam ficar fora dos seus redutos eleitorais na campanha
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