Qualquer psicólogo, mesmo
estando ele num dos seus piores dias e, o que é mais “complicado”, como a
maioria da população brasileira, enfrentando crises econômica, financeira e
moral, que foram geradas por uma relação promíscua entre uma prostituta chamada
política e alguns “políticos” – que dessa prostituição dependem para sobreviver,
pois não passam de bandidos –, faz-nos considerar o desespero, sim, o
“verdadeiro” desespero, apenas uma extrema irritação, uma pequena angústia, uma
inatacável aflição ou, “muito mais” – ou menos? – do que isso, apenas um
substantivo masculino que caracteriza um comportamento de transtorno, de
descontrole, de desalento e até de perturbação? Mas (não poderia terminar o ano sem citá-lo), apesar de ser um
simples – em sentido figurado – indicativo do verbo desesperar, não é que o
danado atingiu e continua atingindo, na ferida, o sentimento hipócrita de
alguns germes que vestem paletó Armani, usam sapatos ingleses, meias e gravatas
italianas, cujo “investimento” não passa de um percentual irrisório em relação
ao que essas desgraças roubaram do povo brasileiro?
Sincera e francamente, antes de fazer uma “varredura” naquilo que me
leva a escrever este Artigo, vou tentar poupar da minha ira – que é a mesma da
esmagadora maioria dos brasileiros que, lamentável e infelizmente, não podem se
manifestar como faço agora – sobre esses políticos cretinos que não apenas
roubaram, e, pasmem, continuam roubando o meu, o seu, o nosso dinheiro, dando
um exemplo a título de introdução ao que vou falar “lá na frente”: eles
“estupraram” a nossa crença, a nossa razão de vida e, não satisfeitos,
indiretamente eles destroem milhões de famílias. E tudo tem a ver, acreditem,
com uma expressão popular muito conhecida: “estamos comendo o pão que o diabo
amassou”, pois essas bactérias que têm como habitat a podridão que norteiam as
suas vidas públicas, foram além: mutilaram a esperança de todos que neles
acreditavam.
Sei o quanto serei criticado e, se der chance,
“esfaqueado”, por estar afirmando que muita gente está custeando as suas
(deles, os salafrários) despesas do café da manhã com libra esterlina, do
almoço com euros e do jantar com dólares. As farras? Bem, essas podem ser
bancadas – e são – com a nossa moeda mesmo, pois se tratando de putaria com
prostitutas vestidas, elegantemente, de roupas vermelhas (com minhas desculpas
a elas que não merecem a comparação), sem limites, seja em motéis, seja em
apartamentos pagos por empreiteiras, seja
com bebidas e até drogas em alguns casos, seja em qualquer “lugarzinho” do
prédio do Congresso Nacional, assembleias legislativas, câmaras municipais ou
de qualquer repartição pública. Inventei alguma coisa ou disse algo que possa
configurar uma mentira?
Com relação a ela (calma!) não posso ser irresponsável de acusá-la de
”atos vulgares da prostituição”, mas posso dizer que seu desespero é tamanho e
tão visível que vou poupá-la, por alguns décimos de segundo, de acusações
públicas e notórias, já que o início do seu fim não tem mais controvérsias.
Além do mais, falar de uma insana como a presidenta Dilma Rousseff não tem mais
graça. Deixa os “parlamentares” perturbarem a vida dela, com ataques, impeachment, cargos, delação premiada,
liberação de verbas etc. O STF deu o pontapé inicial do “jogo da morte”.
Vejamos, como exemplo, o desespero político do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Possuidor de uma trajetória política extraordinária, cujo início
foi o “berço esplêndido” do hino populista, depois de ser “mordido pela mosca
azul” e, consequentemente, de “deitar e rolar” com o poder, tornou-se uma
pessoa sem o menor sentimento da misericórdia e muito menos da obrigação, pelo
que representava, de ser honesto – e nunca apenas aparentar sê-lo. Pois bem. No
seu primeiro ano de governo (2003), “sem nada saber”, viu “estourar” o
“mensalão” e com ele perder e abandonar inúmeros amigos. Mas escapou. Em
seguida, mais 101 escândalos, de todos os tipos e tamanhos. Para encurtar seu
drama, após a conclusão do seu segundo mandato, elegeu um poste – como disse
antes, sem comentários – e do seu legado surgiu o “Airbus A-380” batizado como
Operação Lava a Jato, cujo desfecho, queiram ou não, vai atingi-lo, como
atingiu Delcídio Amaral e começa a atingir dois políticos canalhas que se
faziam de inocentes: os senadores Jáder Barbalho e Renan Calheiros. Por isso –
e a opinião é generalizada – ele anda insone, “talvez” a espera de que nada
aconteça ou de que tudo venha acontecer. É o seu drama. Segundo amigos próximos
a ele, o petista não consegue sossegar a cabeça no travesseiro. Dormir? Nem
pensar, salvo na base de tranquilizantes. A prisão de pessoas “muito mais que
amigas” e que estão dispostas a fazer delação premiada, leva ele ao desespero,
principalmente pelo que “não esperava”: notificado judicialmente para prestar
depoimento (que “explicações” dará?) sobre o seu filho Lulinha, um
ex-funcionário de um zoológico e hoje um homem milionário, implicado nas
falcatruas descobertas pela Operação
Zelotes. Nem quando recebeu o diagnóstico de câncer na laringe, em 2011, o
petista demonstrou estar tão apreensivo como agora. O porquê só ele – e 99% da
população brasileira – sabe. Realmente, a sua vida virou um “montão de infernos”.
A vida do menino de Caetés que “nasceu analfabeto”, como costuma apregoar
sempre que tem oportunidade, não está nada fácil.
O
título da principal reportagem IstoÉ,
tão logo “estourou” a Operação Lava a Jato, foi “Lula Perde o eixo”. Segundo a
matéria, Lula está (e continua) vivendo o pior momento da história da sua vida.
Já a Veja, traz extensa reportagem de
mais der 10 páginas com revelações estarrecedores do empresário Ricardo Pessoa,
da UTC, um dos maiores amigos do ex-presidente, na delação premiada homologada
pelo Supremo Tribunal Federal. E, para completar, a revista Época tem como título de capa “A ruína
da era Lula” e o texto chega a ser cômico: para um presidente que nada viu,
nada sabe e nunca ouviu, é difícil entender as suas viagens internacionais para
proferir conferências (?) que, ao que parece, escassearam depois do estouro da
boiada. Em síntese, a política econômica populista, que, como hoje se constata,
não tinha possibilidade de se sustentar, provocou a catastrófica crise que
aprisionou Dilma Rousseff no figurino de um zumbi, reduziu a pó o capital
político do PT e transformou Lula num náufrago que se agarra à miragem de sua
candidatura em 2018. Ele de novo? Não, não vai funcionar. Sabe de uma coisa?!
Vamos deixar o de cujus político para
lá? Já tem muita gente cuidando do “futuro” dele.
Na verdade, é preciso deixar bem
claro que a história mundial está repleta de exemplos inspiradores. E a saga
brasileira, também. Os defeitos pessoais e as limitações humanas dos homens
públicos, inevitáveis e recorrentes como as chuvas de verão, não matavam a
política. Hoje, no entanto, assistimos ao advento da pornopolítica e ao avanço
de um inclemente deserto de lideranças. A vida pública, com raras e contadas
exceções, transformou-se num espaço mafioso, numa avenida transitada por
governantes corruptos, políticos cínicos e gangues especializadas no assalto ao
dinheiro público. (Viram o que aconteceu, no último dia 15, com o presidente da
Câmara Eduardo Cunha, senadores Edson Lobão e Fernando Bezerra Coelho, além de diversos
deputados, dois ministros de Estado, bem como com outros bandidos de 5ª
categoria?) Não bastasse tudo isso, e não é pouco, o Brasil foi tomado por um
grupo disposto a impor à sociedade um modelo ideológico autoritário, hipócrita
e, como disse o ministro Gilmar Mendes, do STF, imbuído na eternização do poder
através da corrupção.
O Frei Beto – quem diria –, tem
uma opinião insuspeita. Segundo ele, “nas favelas que se multiplicam por todo o
País, se encontram hoje barracos devidamente equipados com geladeira,
eletrodomésticos, televisores moderníssimos, às vezes até mesmo carros
populares e outros objetos de consumo, mas quando saem porta afora as pessoas
não encontram escolas, postos de saúde e hospitais decentes, transporte público
eficiente e barato, segurança adequada, enfim, os bens sociais que são muito
mais essenciais a um padrão de vida digno do que os bens de consumo que lhes
oferecem a ilusória sensação de prosperidade”. Concordam?
A Operação Lava Jato vai compondo
um quadro de corrupção que arranhou gravemente a história, a saúde financeira,
a marca e o futuro de um ícone do Brasil: a Petrobrás. Lula e Dilma estão no
olho do furacão. Estão desesperados – os exemplos estão “pela aí”. Enfrentam
uma crise política gravíssima por escassez de ética e de moral. Aliás, quem
testemunha as confidências de Lula na ampla sala de reuniões de seu Instituto,
sediado na Capital paulista, não chega a ficar surpreso com o destempero verbal
apresentado pelo petista nas reuniões de cúpula. Não se pode dizer o mesmo da
maioria expressiva da classe política, impossibilitada de privar da intimidade
do ex-presidente. De tão pesados e surpreendentes, será que os ataques de Lula
a Dilma e ao PT são recebidos com perplexidade? O primeiro tiro foi disparado numa
reunião com padres e dirigentes religiosos. Nela, Lula admitiu, em alusão ao
nível baixo do sistema da Cantareira (principal barragem que abastece parte da
população de Sampa), “que ele e Dilma estão no volume morto. E o PT está abaixo
do volume morto”. Pois é, o “Rio Doce do PT” não atingiu apenas cidades
mineiras e capixabas. Atingiu o Brasil!
Falar mais o quê? Que 2015 foi
só um número no calendário? Que 2016 não passa de um ano “natimorto” (espero
estar errado)? Sim, porque além da crise e novos escândalos (alguém duvida?) o
tempo será “preenchido” com carnaval, semana Santa, festas juninas, Olimpíadas,
campanha eleitoral e eleição...
Não acredito
que os políticos ou aqueles que “se dizem políticos” nunca tenham ouvido falar
no famoso filósofo espanhol Miguel de Cervantes, autor do romance satírico
"As Aventuras do Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha", que,
para os que não sabem, é o segundo livro mais lido pela humanidade depois da
Bíblia. Moral “histórica” dessa “bagunça”: estamos no Século XXI, mas já no
Século XVI ele já profetizava, abrindo ferida na moral e no ego de muita gente
que nunca teve o corte cicatrizado, que
“Não
existe maior loucura no mundo do que um homem entrar no desespero.”
*Marco ALBANEZ


Muito bom Marcão.
ResponderExcluirCacete n essa cambada de ladrão !!!!!!
Fernando
Prezado amigo.
ResponderExcluirNo meio dessa bagunça política que encontra-se nossa Nação, estamos nós, sofrendo, angustiados, temerosos de sermos atingidos por novas medidas governamentais elaboradas atabalhoadamente por esses políticos corruptos e indecentes. Estamos vivendo nesse tormento, na ansia de dias melhores, quiçá não tarde a chegar.
Forte abraço.
Anselmo Gouveia.
Dr. Marco Albanez, mais uma aula de historia , esse seu artigo. Muito bom. Que sirva de alerta para os eleitores incautos.
ResponderExcluirabraço,
Billy
Dr. Marco
ResponderExcluirSalvo engano o escândalo do Mensalão explodiu em junho de 2005.
Você está certo, caro Billy. Desculpas pelo engano. São tantos escândalos que as datas "manipulam meu" raciocínio.
ExcluirCabra macho arretado. E sabe escrever viu?. Agora vou acompanhar seus artigos. A dica me foi dada por meu amigo Walter. Parabéns Albanez. Cacete nesses vagabundos. Célio Castro Mélo.
ResponderExcluir