A Justiça do Estado não só registrou o primeiro bebê “in vitro” e filha de homossexuais, como deu início a de uma nova época, na qual basta ter vontade e amor para constituir laços familiares
Há quinze anos, quando os dois homens se conheceram e se apaixonaram, com certeza, não imaginavam que realizariam um sonho e, com ele, entrariam para a história do país. O nome desse sonho é Maria Tereza - uma homenagem ao nome das avós da criança - e os responsáveis pela possibilidade de realizá-lo, o Conselho Federal de Medicina (CFM), que mudou a resolução sobre reprodução assistida no País de 1992, permitindo que “todas as pessoas capazes” pudessem usufruir do avanço tecnológico.
A primeira “grande” ida do casal à Justiça foi em 24 de agosto do ano passado, quando saíram oficialmente casados, reconhecidos pelo Estado de Pernambuco. O próximo passo no romance foi, depois da divulgação das mudanças da CFM, decidir quem seria a “barriga de aluguel”. Opções não faltaram para o casal rodeado de apoio dos familiares e a escolhida foi uma prima de um deles para emprestar o útero para a gestação.
Apesar de ambos os homens terem cedido espermatozoides para a clínica de reprodução humana, o material usado na fecundação foi o de Mailton, o de Wilson foi congelado. A esperança é que, já no próximo ano, Maria Thereza possa ganhar um irmão ou uma irmã em uma casa cheia de atenção, amor e disposição.
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