quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Filho de ministro consegue cassar rival em Petrolina

A assessoria de imprensa do prefeito informou que o núcleo jurídico de Júlio Lóssio já recorreu da sentença e aguarda decisão da Justiça. Enquanto aguarda o julgamento definitivo, Lóssio continua com a campanha nas ruas do município. De acordo com a legislação eleitoral, um candidato que visa à reeleição não pode usufruir de propagandas da prefeitura em até três meses antes da eleição. Isso infringe as condições de igualdade perante os seus adversários, já que o favorecimento recai praticamente sobre o atual prefeito.
O prefeito atribui o fato ao “desespero” da ala do candidato socialista que na visão de Lóssio está em queda nas pesquisas. Segundo o último levantamento do instituto Exatta, feito de 24 a 28 de setembro, o peemedebista lidera com 44% das intenções de voto e em seguida vem Fernando Filho, com 27%. Na terceira posição, está o petista Odacy Amorim (18%) e em quarto lugar, Rosalvo Antônio (PSOL), com 1% do eleitorado.
Curiosamente, no final deste mês, Lóssio foi acusado de desviar dinheiro que seria aplicado no combate à seca. Em matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, as acusações dão conta de que a verba foi utilizada em junho para uma festa de São João, através da qual teriam sido desviados R$ 19 milhões. Mas assessoria do peemedebista informou que o prefeito não respondeu a processo algum pelas denúncias.
Fernando Bezerra Filho também é apontado de favorecimento por parte do Ministério da integração Nacional, cuja pasta é comandada pelo seu pai. De acordo com denúncias publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo, somente na superintendência da Codevasf em Petrolina, 95% das emendas liberadas em 2011 foram para projetos defendidos por Fernando Filho na Câmara Federal. Em 2012, o percentual chega a 70% do total (R$ 6,2 milhões). O candidato nega o favorecimento.

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