quarta-feira, 3 de outubro de 2012

João da Costa: “É a maior derrota do PT no Brasil”

A afirmação revela de um modo mais explícito as desavenças entre a ala do prefeito e a que apoia o candidato Humberto Costa. Ao que tudo indica, a decisão veio depois que o senador resolveu atacar o prefeito no guia eleitoral alegando que o mesmo não teria dado continuidade à gestão do ex-prefeito e vice do PT na chapa majoritária, João Paulo, principal desafeto político do gestor, e de apoiar a candidatura do PSB.
“Fui cobrado por minha equipe, que também se sentiu ofendida, por isso resolvi falar”, afirmou João da Costa. O depoimento, publicado no Blog do Jamildo, também é um reflexo de que o prefeito não “digeriu” as declarações de Humberto Costa sobre a impugnação da candidatura do gestor. Também no guia eleitoral, o congressista havia afirmado que o Chefe do Executivo Municipal não aceitou a decisão do PT de escolher um caminho diferente.
Apesar de todas as divergências internas, o prefeito deixou todas as incertezas de lado sobre o seu voto e disse que votará no PT no dia 7 de outubro. Já em um possível segundo turno entre Geraldo Júlio (PSB) e Daniel Coelho (PSDB), o petista garantiu apoio ao socialista. “Eles podem nem querer a minha companhia, mas eu estarei pedindo votos para Geraldo Júlio”, declarou.
As declarações de João da Costa são um indicativo de que a relação dele com Humberto Costa podem desembocar em um rompimento, ampliando o racha interno do Partido dos Trabalhadores no Recife. O fato é que nessa reta final de campanha, fica cada vez mais evidente o fracasso da Executiva Nacional de ter apresentado o nome do senador como uma alternativa rumo à estabilidade interna no partido. Para tanto, retirou o direito do prefeito de concorrer a uma segunda prévia partidária que seria disputada com o ex-deputado federal, Maurício Rands, apoiado tanto pelo candidato e como pelo vice na chapa do PT.
Agora, é esperar para saber quais os rumos a serem tomados pelo partido após as eleições, pois já é sabido que PT recifense terá de rever suas estratégias e formas de atuação depois de ter passado pela maior crise de sua história, conforme observado pelo próprio João Paulo, candidato a vice na chapa petista. Até porque desavenças intrapartidárias tem tido seus efeitos colaterais, independentes de serem pequenos ou não, ante a opinião pública.

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